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      Vinte e dois anos depois, a APOMAC continua a reivindicar melhores condições para os idosos

      A Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) comemora no sábado 22 anos de existência. De 2001 para cá, o caminho tem sido feito de altos e baixos, como contou ao PONTO FINAL Francisco Manhão, presidente da direcção da associação. Para o futuro, a APOMAC promete continuar a luta por melhores condições para os idosos.

       

      Faz no sábado, dia 6 de Maio, 22 anos desde que a Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau (APOMAC) foi constituída oficialmente. A data será celebrada com o habitual jantar de aniversário na Doca dos Pescadores, precisamente no sábado.

      Os estatutos da associação, fundada em 2001 por Jorge Fão, são a representação e a defesa dos interesses dos reformados e aposentados de Macau, bem como o estudo das questões que interessem aos associados. A APOMAC também tem como objectivo a promoção e organização de acções e iniciativas de natureza social e cultural, por exemplo. Ultimamente, uma parte dos trabalhos da APOMAC tem a ver com o auxílio no envio das provas de vida dos associados que são aposentados da Caixa Geral de Aposentações (CGA).

      Actualmente, a APOMAC tem cerca de 800 associados. Há 22 anos começou com 250. Nos anos seguintes à sua fundação, a associação registou um aumento assinalável no número de associados e aos seis anos já tinha 1.200, alavancado pelos serviços que a associação foi criando. Entre os serviços que a APOMAC oferece estão a sala recreativa, a cantina, as carrinhas de transporte adaptadas para associados com dificuldades de locomoção e até há pouco tempo tinha uma policlínica, que, entretanto, fechou. Além disso, a associação presta apoio aos associados na realização da prova de vida e no tratamento da isenção de IRS.

      Ao PONTO FINAL, Francisco Manhão, presidente da direcção da associação, apontou que uma das grandes vitórias ao longo dos 22 anos foi a isenção do pagamento do imposto profissional aos aposentados de Macau, conseguida após pressão da APOMAC junto do Governo de Edmund Ho.

      Pela negativa, destaca, então, o encerramento da clínica. Em causa, estava uma alteração legislativa que ditou que a clínica da APOMAC só pudesse ser subsidiada pelos Serviços de Saúde, abrindo os serviços à população, e não através de apoios da Fundação Macau. As negociações com os Serviços de Saúde para a atribuição de apoios não tiveram frutos e a clínica, que funcionava quase desde a fundação da APOMAC, encerrou mesmo no final de Fevereiro de 2022.

      Actualmente, diz Francisco Manhão, “os idosos estão bastante bem em Macau”, mas “não a 100%”. O presidente da direcção pede que o Governo reponha as sete mil patacas que eram injectadas no Fundo de Previdência Central dos idosos antes da pandemia. “O Governo disse que não ia repor, mas, como as receitas já estão a melhorar, penso que o Governo deve repor isso. Se não este, pelo menos no próximo ano”, comentou.

      Manhão também se mostrou satisfeito pelo projecto avançado pelo Governo para a construção de uma residência para idosos, na zona da Areia Preta. O projecto do Governo prevê 1.815 fracções destinadas a idosos, sendo cada uma destas equipada com equipamentos domésticos básicos, incluindo mobiliário, aparelhos eléctricos, iluminação e equipamentos para casa de banho. Prevê-se que em finais do ano deste ano vão estar concluídas as obras de construção de todo o edifício da Residência e a sua entrada em funcionamento em 2024. “Esta também era uma luta nossa”, comentou Manhão.