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      Início Política CAEAL garante que quem está em isolamento vai poder votar nestas eleições

      CAEAL garante que quem está em isolamento vai poder votar nestas eleições

      A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) está a preparar um plano para as eleições legislativas de 12 de Setembro que consiga fazer face às orientações dos Serviços de Saúde para prevenção da epidemia. Tong Hio Fong, presidente do organismo, garantiu que as pessoas em isolamento vão poder votar. Na conferência de imprensa, o responsável não afastou a hipótese de as eleições virem a ser adiadas caso a situação epidémica piore. Ontem ficou também a saber-se que dois candidatos desistiram.

      A Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) fez ontem saber quais são as medidas previstas para fazer face à epidemia no período da campanha e no dia de eleições. Em conferência de imprensa, Tong Hio Fong, presidente da CAEAL, começou por dizer que, no período de campanha eleitoral, cada lista terá de observar as orientações emitidas pelos Serviços de Saúde e que, no dia 12 de Setembro, quando os eleitores se dirigirem aos locais de voto, devem usar máscara, apresentar o Código de Saúde, usar desinfectante e manter distanciamento social.

      O responsável lembrou que, nas últimas eleições, havia aglomerações de pessoas junto dos locais de voto. Para evitar que isto aconteça este ano, a CAEAL vai divulgar em directo o número de pessoas em espera em cada local de voto.

      Caso o eleitor tenha o Código de Saúde de cor vermelha, não vai poder entrar no local de votação. Tong Hio Fong sugeriu que os eleitores que tiverem o código vermelho se dirijam às instalações dos Serviços de Saúde. Porém, assegurou: “Para pessoas com código vermelho temos medida para garantir o seu direito de voto, mas estamos a analisar os procedimentos para esse fim”. Quem tem código amarelo poderá apresentar-se nas assembleias de voto.

      O presidente da CAEAL garantiu também que quem está em isolamento nos hotéis designados vai poder votar. No entanto ainda não há planos para que isso possa acontecer, sendo os detalhes do plano anunciados pela CAEAL no futuro.

      Tong Hio Fong disse também que, caso a situação epidémica piore, a Lei Eleitoral permite o adiamento do escrutínio, mas, “se os casos estiverem sob controlo, “temos planos de reserva”, afirmou. Segundo a lei, as eleições podem ser adiadas por um período de 30 dias.

      O responsável adiantou também que a cerimónia do início da campanha eleitoral foi cancelada “para evitar a concentração de pessoas”, no entanto as listas continuam a poder realizar as restantes actividades de campanha. Questionado sobre se este cancelamento da cerimónia de começo da campanha poderia significar uma redução no orçamento, Tong Hio Fong lembrou que, apesar da poupança, será necessário disponibilizar orçamento para as medidas de controlo epidémico, “nomeadamente planos secundários para garantir direito de voto das pessoas em isolamento”.

      Ontem, o presidente da CAEAL também informou que dois candidatos às eleições desistiram da corrida. Um deles é da lista Ou Mun Kong e outro da Aliança para a Promoção da Lei Básica. Tong Hio Fong indicou que a CAEAL não sabe os motivos que levaram os candidatos a abandonarem a corrida.

      Tong Hio Fong disse ainda que, por indicação da CAEAL, “duas ou três listas” tiveram de retirar dos seus conteúdos do programa político menções sobre “sucessos dos trabalhos ou contribuições anteriores”, já que “isso pode causar desigualdade para outras listas”.