Os Serviços de Saúde (SS) contabilizaram um total de 2.529 casos de doenças transmissíveis de declaração obrigatória. Os dados são referentes ao mês de Janeiro do corrente ano. Entre as enfermidades mais comuns estão a influenza, a escarlatina e a infecção por norovírus.
Os casos de influenza somaram 2.190, indicando uma redução de 30,9% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, houve um aumento notável em relação ao mês anterior. Tal variação reforça a natureza sazonal da doença, que tende a se agravar durante os meses mais frios. Os especialistas enfatizam a importância da vacinação, especialmente para grupos de alto risco, como idosos e pacientes com condições pré-existentes.
A escarlatina apresentou 97 casos, evidenciando uma queda de 55,7% em relação ao ano passado. Apesar da diminuição, a doença continua a ser uma preocupação, especialmente entre a população infantil, e sua identificação precoce é crucial para iniciar tratamentos com antibióticos efectivos.
A infecção por norovírus, embora com 82 casos registados, demonstrou um aumento substancial em relação ao mesmo mês do ano anterior, destacando a necessidade de rigor nas práticas de higiene alimentar. O norovírus é conhecido pela sua alta contagiosidade, frequentemente transmitido por alimentos contaminados ou superfícies.
A influenza é uma doença respiratória aguda altamente contagiosa, comum no Inverno e na Primavera. Em Macau predominam os vírus A (H1N1 e H3N2) e B. Transmitida principalmente por gotículas de saliva e contacto com secreções, apresenta sintomas como febre, dores musculares e tosse.
Já a escarlatina, causada pelo estreptococo beta hemolítico, afecta sobretudo crianças entre os 2 e os 8 anos, manifestando-se com febre, dor de garganta e erupções cutâneas. O tratamento com antibióticos é eficaz, mas a falta dele pode levar a complicações sérias.
A infecção por norovírus provoca gastrenterite, transmitindo-se por alimentos ou água contaminados e contacto com excrementos, com maior incidência também no Inverno.
Os SS reforçam a necessidade de conscientização da população sobre medidas preventivas e a importância da adesão às recomendações de saúde pública e higiene pessoal, que são essenciais para a prevenção de surtos deste tipo de doenças.











