Volume de negócios de restaurantes e retalho sobe no final de 2024

0
56
FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

 

Em Dezembro, o volume de negócios dos restaurantes e do retalho subiu 5,6% e 7,9%, respectivamente, face ao mês anterior. Já em comparação com o mesmo mês de 2023, o volume de negócios de ambos os sectores registou quedas respectivas de 5,6% e 21,1%. As conclusões foram divulgadas ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos.

 

O volume de negócios dos sectores da restauração e do comércio a retalho aumentou em Dezembro, em comparação com o mês anterior de Novembro, mas diminuiu face ao período homólogo do ano passado.

Segundo as estatísticas reveladas ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), baseadas num inquérito de conjuntura à restauração e ao comércio a retalho, os proprietários da restauração reportaram no mês de Dezembro de 2024 um crescimento de 5,6% no volume de negócios em relação ao mês anterior. Os restaurantes ocidentais foram os que registaram o maior aumento, de 12,4%, seguidos pelos restaurantes japoneses e coreanos – agrupados numa única categoria – e ainda os chineses (8,8% e 7%, respectivamente).

O volume de negócios dos retalhistas entrevistados também observou um crescimento de 7,9% no mês de referência. Relativamente ao volume de “negócios dos automóveis, o dos relógios e joelharia, o do vestuário para adultos, assim como o dos produtos cosméticos e de higiene”, a DSEC reporta um aumento de 18,6%, 16,4%, 15,8% e 13,6%, respectivamente. Em nota de imprensa, o organismo justifica os resultados de Dezembro – positivos para todos os sectores, comparativamente ao mês de Novembro – com os “feriados de Natal”.

As estatísticas tornam-se mais negativas quando comparadas com o mesmo período do ano anterior. O volume de negócios na área da restauração desceu 5,6% face a Dezembro de 2023, com especial destaque para os restaurantes chineses e os ocidentais, com uma queda respectiva de 10,3% e 4,4%. Os restaurantes japoneses e coreanos, por sua vez, viram um aumento de 10,9%.

Quanto ao comércio a retalho, o volume de negócios dos entrevistados caiu 21,1% em termos anuais, tal como os negócios dos relógios e joalharia, o dos artigos de couro e o das mercadorias de armazéns e quinquilharias (com quedas respectivas de 31,5%, 25,9% e 20,8%). Só o negócio dos automóveis cresceu face a 2023, com um aumento na ordem dos 36%.

No que respeita a previsões sobre o futuro, 44% dos proprietários da restauração entrevistados projectaram que o volume de negócios para Janeiro de 2025 crescesse em termos mensais, devido aos feriados e festividades do Ano Novo Chinês. Saliente-se que a proporção dos proprietários chineses e a dos proprietários dos restaurantes ocidentais foram de 64% e 32%, respectivamente. Por seu turno, cerca de 17% dos proprietários da restauração anteviram decréscimos mensais no volume de negócios para Janeiro.

36% dos retalhistas mostraram-se igualmente confiantes quanto a aumentos mensais no volume de negócios, com destaque para os retalhistas de mercadorias de armazéns e quinquilharias (50%) e os retalhistas de artigos de couro (43%), ao passo que 20% dos entrevistados anteviram decréscimos mensais para Janeiro.

Quanto ao índice de perspectivas de negócios, que reflecte a previsão dos proprietários e retalhistas entrevistados sobre a tendência da variação mensal do volume de negócios, verificou-se que tanto o do ramo da actividade económica da restauração (63,6%) como o do ramo do comércio a retalho (57,7%) foram superiores a 50. Significa isto, explica a DSEC, que “tanto os proprietários da restauração como os retalhistas entrevistados anteviram, em geral, que o desempenho dos negócios para Janeiro de 2025 seria melhor do que o do mês em análise”.

Este inquérito foi realizado junto de 229 proprietários do ramo da restauração e 161 do ramo do comércio do retalho, correspondentes a cerca de 53,5% e 70,6% das respectivas receitas dos ramos em 2019.

 

C.B.