Apostadores estrangeiros já têm pelo menos oito salas exclusivas nos casinos de Macau

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FOTOGRAFIA GONCALO LOBO PINHEIRO

Uma vez que os casinos de Macau agora têm como missão atrair mais jogadores estrangeiros, a estratégia adoptada para se saber a quantidade de receitas produzidas por apostadores do exterior passa pelo estabelecimento de zonas exclusivas. Segundo o portal AllIn Media, já há oito salas exclusivas para estrangeiros em funcionamento nos casinos locais.

 

Para já, estão em funcionamento oito salas de jogo exclusivas para apostadores estrangeiros nos casinos de Macau, contabilizou o portal AllIn Media. As concessionárias de jogo estão ainda no início das operações nestas zonas e, por isso, ainda não há muitos apostadores.

Venetian, MGM Macau, MGM Cotai, City of Dreams, Studio City, Grand Lisboa Palace e Galaxy são os casinos onde já existem estas salas para estrangeiros. Assim, para já, a única operadora de jogo que ainda não tem sala de jogo para estrangeiros é a Wynn.

Segundo o AllIn Media, os clientes estrangeiros são obrigados a apresentar o seu passaporte e uma autorização de entrada na RAEM, fazendo com que apenas turistas estrangeiros em Macau possam entrar nestas salas, que têm as suas próprias fichas de jogo, que são diferentes das utilizadas no resto do casino.

Estas salas exclusivas para estrangeiros estão a ser estabelecidas nos casinos no âmbito do desejo do Governo de atrair mais apostadores do exterior. O objectivo é que os casinos percebam a quantidade de receitas geradas por apostadores do exterior passa pelo estabelecimento de zonas exclusivas.

À boleia da nova lei do jogo, que entrou em vigor em Junho de 2022, o Governo apresentou um regulamento administrativo relativo à redução ou isenção de contribuições provenientes das receitas brutas do jogo das concessionárias que conseguirem expandir o mercado de clientes de países estrangeiros. Assim, as contribuições equivalentes a 5% das receitas brutas podem ser reduzidas ou as concessionárias que atraírem mais clientes estrangeiros podem mesmo ficar isentas de pagar esta taxa.

Em meados de Dezembro, na apresentação do regulamento administrativo de redução ou isenção de contribuições das concessionárias, Adriano Marques Ho, director da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), indicou que em 2019 cerca de 3,6% das receitas brutas do jogo tinham sido decorrentes de clientes estrangeiros. No entanto, o PONTO FINAL tentou saber qual o montante gerado por jogadores estrangeiros em Janeiro deste ano, mas a DICJ não quis revelar.

No passado mês de Março, recorde-se, os casinos a operar em Macau conseguiram gerar receitas brutas de 12,7 mil milhões de patacas. Este valor significa um aumento de 23,3% em comparação com o mês de Fevereiro e um crescimento exponencial de 247% em relação a Março do ano passado. Aliás, há mais de três anos – desde Janeiro de 2020, antes de se fazerem sentir as restrições provocadas pela pandemia – que as receitas brutas de jogo não eram tão altas.