Qualidade do ar piorou em 2024

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

No ano passado, o número de dias “insalubres” ou “muito insalubres” registado pelas estações meteorológicas de Macau subiu consideravelmente em comparação com 2023. O nível de insalubridade mais elevado do ano passado foi registado em Ká Hó, no dia 19 de Outubro, revela o relatório divulgado pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) consultado pelo PONTO FINAL.

 

No ano passado, foram registados mais dias considerados “insalubres” ou “muito insalubres”. No seu conjunto, as estações meteorológicas de Macau tiveram dois registos “muito insalubres” – ambas na estação de Ká-Hó – e 136 registos “insalubres”. Em 2023, tinha havido apenas 91 registos “insalubres” ou “muito insalubres”.

Segundo o relatório estatístico sobre a qualidade do ar em Macau em 2024, publicado no site dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) e analisado pelo PONTO FINAL, o número de registos “bons” ou “moderados” também baixou para 2.058. Em 2023, houve 2.099 registos “bons” ou “moderados”.

O índice de insalubridade mais alto do ano passado (216) foi registado na estação da berma da estrada de Ká-Hó no dia 19 de Outubro, sendo o ozono o principal poluente. Nesse mesmo dia, o índice na estação ambiental da Taipa chegou aos 200, na de Coloane aos 182 e na estação de alta densidade habitacional de Macau aos 158. O índice mais elevado na estação de alta densidade habitacional da Taipa foi registado no dia 26 de Março, chegando aos 128. O índice de insalubridade na estação da berma da estrada de Macau atingiu o pico de 135 no dia 30 de Dezembro, sendo que, neste caso, o principal poluente foi o PM 2.5, ou partículas finas, e não o ozono.

Olhando para os registos da estação da berma da estrada de Macau ao longo dos últimos anos, verifica-se que a qualidade do ar tem vindo a piorar desde 2022, com o número de dias bons a cair e o número de dias insalubres a subir. Na estação da berma da estrada de Ká-Hó, por exemplo, o número de dias insalubres tem vindo a crescer desde 2021.

Neste relatório, os SMG explicam que o índice da Qualidade do Ar de Macau baseia-se nos dados obtidos através da rede de estações de monitorização automática. O sub-índice de poluentes, nomeadamente, partículas inaláveis em suspensão (PM10), partículas inaláveis muito finas em suspensão (PM2.5), Dióxido de azoto (NO2), Ozono (O3), Dióxido de enxofre (SO2) e Monóxido de carbono (CO), é calculado usando a concentração dos poluentes registada em tempo real e a influência para a saúde humana.

As autoridades aconselham a que, quando o índice de qualidade do ar é “muito insalubre” ou “insalubre”, a população em geral deve evitar actividades extenuantes e reduzir o tempo de permanência ao ar livre, nomeadamente em áreas com tráfego intenso.

Os SMG esclarecem que a classificação dos níveis de qualidade do ar e as acções a levar a cabo foram definidos com referência às classificações de países e regiões, designadamente China, Hong Kong, Estados Unidos, Reino Unido e Canadá.