Tanto o número de passageiros como o número de voos no Aeroporto Internacional de Macau registaram aumentos significativos em 2024. O número de passageiros cresceu 48% para os 7,64 milhões, enquanto o número de voos foi superior a 59 mil, mais 41% do que em 2023.
Os dados divulgados pelo Aeroporto Internacional de Macau mostram que em 2024 houve um aumento significativo tanto de passageiros como de voos. O número de passageiros chegou aos 7,64 milhões, ou seja, mais 48% do que em 2023; e o número de voos subiu 41% para mais de 59 mil.
Só no mês de Dezembro, registou-se um volume de passageiros de 680.000 e 5.280 movimentos de voos, o que representa um aumento de 14% e 9,6%, respectivamente, em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Durante o período natalício, entre 20 e 25 de Dezembro, o aeroporto registou uma média de mais de 22.000 passageiros por dia. O pico diário de passageiros no mês de Dezembro aconteceu no dia 22, quando o aeroporto movimentou cerca de 25 mil pessoas.
Em comunicado, o aeroporto assinala que, actualmente, há 27 companhias aéreas a operar a partir de Macau, ligando a região a cerca de 41 destinos que cobrem a área do interior da China, Taiwan, Sudeste Asiático e Nordeste Asiático. Em termos de carga, o aeroporto do território registou um volume de carga de 108.000 toneladas com um aumento anual de aproximadamente 70%.
O aeroporto recorda também que o projecto de construção de um terminal de carga em Hengqin, que tem como objectivo melhorar as capacidades logísticas da aviação local, deverá arrancar no primeiro trimestre deste ano. Este projecto terá um custo de 420 milhões de renminbis. No total, somando ao custo de aquisição do terreno onde será erigido o terminal, no valor de cerca de 129 milhões de renminbis, a estrutura irá custar quase 550 milhões de renminbis. No terreno em Hengqin, com cerca de 66.700 metros quadrados, será construído um edifício com três pisos, que vai incluir um armazém para a logística, uma garagem subterrânea, assim como instalações para os serviços alfandegários, processamento de dados e para o pessoal.
No comunicado, as autoridades do aeroporto reiteram que este ano vão continuar alinhadas com a direcção de desenvolvimento turístico do Governo da RAEM e, ao mesmo tempo, consolidar o mercado do interior da China, explorando também mais mercados internacionais com companhias aéreas estrangeiras e de base. “Além disso, este ano será reforçada a promoção do turismo na área local e na área da Grande Baía, será alargado o âmbito da fonte de visitantes do aeroporto e serão optimizadas as medidas e os serviços de facilitação de viagens relacionados, a fim de proporcionar opções de viagem mais convenientes aos residentes locais e aos turistas e promover a diversificação e o desenvolvimento sustentável da indústria do turismo”, lê-se ainda no comunicado.
Segurança é prioridade do sector, garante AACM
À luz do acidente no Aeroporto Internacional de Muan, na Coreia do Sul, que vitimou 179 pessoas no passado dia 29 de Dezembro, a Autoridade de Aviação Civil (AACM) emitiu uma nota a garantir que a segurança é uma das prioridades do sector.
Os operadores do Aeroporto Internacional de Macau e as companhias aéreas sediadas em Macau fazem inspecções e auditorias “regulares e não periódicas à segurança operacional” e, além disso, é solicitado aos operadores que procedam a correcções sempre que detectem insuficiências, frisou a AACM.
Por outro lado, através do “Sistema de Comunicação Obrigatória de Incidentes” e do “Sistema de Comunicação de Segurança Aérea Confidencial”, são recolhidos e analisados os dados de segurança e realizadas reuniões periódicas de gestão de segurança com o sector, “a fim de conhecer de forma aprofundada a situação de operação segura”. A AACM diz ainda que são realizadas inspecções regulares das pistas de aterragem para assegurar que são cumpridos os padrões internacionais.
Segundo as autoridades da Coreia do Sul, o acidente no aeroporto de Muan terá sido causado por uma falha no trem de aterragem possivelmente causada por uma combinação de clima adverso e uma colisão com pássaros. Por isso, as autoridades de Macau dizem agora que tem sido feita a fiscalização e gestão da fauna selvagem junto do aeroporto, “a fim de reduzir as potenciais ameaças à segurança da aviação”. O Conselho da Vida Selvagem do Aeroporto avalia o risco de colisão de aves dentro do aeroporto e verifica a eficácia das medidas de gestão. Estas medidas incluem a instalação de aparelhos sonoros de controlo remoto de pássaros, o uso de pistolas para afastar pássaros com fumo portátil e laser, o aumento da frequência das rondas de animais selvagens nas ilhas artificiais da pista e a observação dos tipos e quantidades de aves para análise.
No que diz respeito à segurança da pista, as autoridades do aeroporto efectuam trimestralmente testes aos dados antiderrapantes e conforme os resultados procede à remoção do plástico, a fim de garantir a segurança da pista. Além disso, a AACM fixou limites de altura para os edifícios nas imediações do Aeroporto Internacional de Macau e da zona de protecção do canal de navegação, tendo sido instaladas luzes de aviso de obstáculos em alguns edifícios, para aumentar o alerta de segurança, reforça o organismo.











