Registado aumento de casos de escarlatina nos últimos dias

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O número de casos de escarlatina tem estado a aumentar nos últimos dias e, por isso, os Serviços de Saúde estão a apelar à população para tomar precauções. O número de casos da doença subiu de cinco na primeira semana de Outubro para 22 na semana passada.

 

 

Os Serviços de Saúde estão a apelar à população para tomar precauções em relação à escarlatina, uma vez que o número de casos da doença tem aumentado nos últimos dias.

O número de casos declarados subiu de cinco na primeira semana de Outubro para 22 na semana passada, sendo este um número mais alto comparativamente a Outubro (em média, 10 casos por semana), e ao período homólogo do ano passado (em média, 16 casos por semana).

Segundo os dados das autoridades de saúde, até ao dia 3 de Dezembro, foram registados um total 1.654 casos de escarlatina em Macau. A proporção entre homens e mulheres é de 1,4 casos para 1, sendo que a esmagadora maioria dos casos (93%) tem idade compreendida entre um e nove anos. Além disso, 54 casos necessitaram de internamento hospitalar e após recuperação tiveram alta. Não foram registados casos graves ou mortais. Até ao momento, foram registados dois casos colectivos de escarlatina no corrente ano.

Os Serviços de Saúde explicam que a escarlatina é uma doença respiratória aguda transmissível causada pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A (Streptococcus pyogenes). Geralmente, o período de incubação é de um a três dias. Esta doença é transmitida principalmente através de contacto com as secreções orais ou respiratórias ou salpicos de saliva de doentes infectados.

Uma vez infectado, o doente fica numa situação de elevado contágio, quer antes, quer depois da manifestação da doença. As pessoas podem contrair escarlatina em qualquer período do ano e o pico desta doença ocorre geralmente na primavera e no inverno e infecta principalmente crianças entre os dois e os oito anos. Os principais sintomas são febre, dor de garganta, língua com aspecto semelhante a um morango e prurido. As erupções aparecem frequentemente no pescoço, no tórax, nas axilas, nas fossas cubitais, na virilha e no lado interno das coxas. As erupções cutâneas típicas da escarlatina não aparecem no rosto e a pele da região afectada geralmente torna-se muito áspera. Após o desaparecimento das erupções cutâneas, a pele manifesta escamação.

O tratamento eficaz pode ser conseguido através da administração de antibióticos. Sem tratamento adequado esta doença pode sofrer complicações, nomeadamente com o aparecimento de otite média, febre reumática, doença renal, pneumonia, linfadenite, artrite, etc.

Uma vez que não há vacina contra a escarlatina, as autoridades dizem que os pais, as crianças e as instituições de ensino devem tomar precauções, nomeadamente no âmbito da higiene pessoal, lavando as mãos frequentemente e cobrindo a boca e o nariz ao espirrar ou tossir e não partilhando toalhas, por exemplo. No âmbito da higiene ambiental, deve-se garantir a ventilação de ar no interior das divisões e desinfectar os objectos e locais com os quais as mãos têm contacto frequente.