Arranque das obras de aterro do aeroporto previsto para ainda este ano

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O projecto da expansão do Aeroporto Internacional de Macau está em curso, sendo que as obras de aterro e de plataforma de aterragem estão previstas para iniciar ainda este ano. A Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau abriu o concurso público para a empreitada em Maio e está a analisar a adjudicação. Já a Autoridade de Aviação Civil mostra-se confiante de que a recuperação da economia e da indústria do turismo vai beneficiar o projecto.

 

As autoridades encaram a possibilidade de arrancar as obras de aterro e de plataforma de aterragem para o Aeroporto Internacional de Macau ainda este ano, depois de a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau (CAM) ter dado início, em Maio deste ano, ao concurso público para a “Empreitada de Ampliação do Aeroporto Internacional de Macau – Construção do Aterro e da Plataforma de Aterragem de Aeronaves”.

A Autoridade de Aviação Civil (AACM) adiantou o andamento mais recente do projecto da ampliação do aeroporto em resposta a uma interpelação escrita apresentada pelo deputado Lei Chan U. O organismo lembrou que o Governo Central concedeu a autorização para a realização das obras de aterro para a ampliação do Aeroporto Internacional de Macau em Outubro de 2022, e a CAM desenvolveu, entre Agosto do ano passado e Junho do corrente ano, os trabalhos de prevenção de inundações e de monitorização periódica do ambiente na fase inicial dos aterros.

Segundo a informação publicada no portal da CAM, está em curso a análise do adjudicatário do concurso público, que terminou em Julho. “Têm-se preparado de forma proactiva os trabalhos relevantes de pré-construção, de modo a coordenar com o início das obras de aterro previstas para o segundo semestre de 2024”, afirmou o grupo.

Pun Wa Kin, presidente da AACM, assegurou ainda na resposta que o Governo já exigiu à CAM a elaboração de uma avaliação de riscos antes da execução das obras e a adopção de medidas de protecção, de modo a garantir a segurança dos canais de navegação e das operações de voo durante a execução da obra. As medidas incluem, sobretudo, o reforço da inspecção diária de objectos estranhos nas pistas e nos taxiways, a garantia de que a operação dos equipamentos de construção é feita dentro do previsto no plano de protecção de voo, e no caso de ser necessário ultrapassar tal plano, os respectivos trabalhos devem ser realizados fora das horas de descolagem e aterragem.

“A segurança é um factor essencial para o sector dos transportes aéreos. A AACM tem sempre exercido rigorosamente as suas funções de supervisão da segurança operacional para assegurar que todas as actividades da aviação civil cumprem os padrões estabelecidos pela RAEM e pela Organização da Aviação Civil Internacional”, pode ler-se na resposta.

Dessa forma, a AACM disse acreditar que a actual situação de recuperação da economia e da indústria do turismo possa beneficiar o respectivo planeamento. “O Governo da RAEM e a CAM vão continuar a observar as mudanças do mercado, a fim de ajustar as estratégias de forma flexível e garantir que os diversos objectivos sejam implementados com êxito”, frisou.

O optimismo da AACM relativamente à recuperação turística poderá ser contraditória à anterior decisão do Governo de suspender o plano de construção do segundo terminal do Aeroporto Internacional de Macau, ao transformar o uso de uma parte do Terminal Marítimo de Passageiros da Taipa, devido à “recuperação lenta do tráfego de passageiros do aeroporto após a epidemia”. O projecto do segundo terminal do aeroporto foi apresentado em 2020, prevendo-se que a instalação tivesse a capacidade de lidar com mais 1,4 milhões de passageiros.

O actual Terminal do Aeroporto tem capacidade para 10 milhões de passageiros por ano, mas o volume de tráfego totalizou-se em 1,8 milhões de passageiros no 1.º trimestre deste ano. As autoridades apontam que a CAM tem vindo a promover o marketing e a negociar com as companhias aéreas-alvo a exploração de oportunidades de negócios nas rotas para Macau, promovendo o aumento da capacidade de transporte das companhias aéreas e do fluxo de passageiros.