Os empresários industriais de Macau adoptaram uma “atitude prudente e observadora” quanto às perspectivas das exportações para os próximos seis meses, indicou a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), que diz também que, no segundo trimestre deste ano, os produtos farmacêuticos foram os mais exportados pelos empresários locais.
A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) divulgou na terça-feira os resultados do inquérito de conjuntura ao sector industrial e exportador, que mostram que os empresários industriais de Macau tomam “uma atitude prudente e observadora” quanto às perspectivas das exportações.
Segundo o inquérito, 14% dos empresários inquiridos anteciparam uma perspectiva optimista no trimestre em análise, representando uma descida de 22,4 pontos percentuais face ao 1.º trimestre do ano (36,4%). De entre estes, os empresários que anteciparam um ligeiro crescimento foram de 13,7%, e as empresas que previram um aumento acentuado foram de 0,3%.
Os empresários que anteciparam uma evolução menos favorável foram de 39,1%, apresentando uma subida de 18,6 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (20,5%). De entre estes, 0,4% previram um ligeiro decréscimo e 38,7% apontaram para um forte declínio. Os empresários inquiridos que previram uma situação semelhante aumentaram para 46,9% no trimestre em análise, correspondendo a um crescimento de 3,8 pontos percentuais face ao trimestre anterior (43,1%).
Quanto à carteira de encomendas, a duração média da carteira de encomendas detida pelos empresários industriais inquiridos foi de três meses no segundo trimestre do ano, representando uma diminuição de 0,6 meses face ao trimestre anterior. A carteira de encomendas detida pelo sector de produtos farmacêuticos que ocupou o primeiro lugar foi de 5,4 meses, enquanto as carteiras de encomendas detidas pelos sectores de vestuário e confecções, equipamentos electrónicos/eléctricos e outros produtos não têxteis foram de 3,2 meses, 2,5 meses e 1,5 meses, respectivamente.
No que toca aos mercados de destino das exportações, a região Ásia-Pacífico foi o principal mercado de destino das exportações de Macau com performance relativamente melhor, apresentando o índice de 21,1% (excluindo os dados do interior da China, Hong Kong e Japão). A performance dos mercados de outros países americanos (excluindo os Estados Unidos da América) foi relativamente menos favorável, apresentando índices de -21,1%.
Quanto ao mercado de emprego, o número de trabalhadores das empresas industriais inquiridas registou um aumento de 1% e 7,6% face ao trimestre anterior e ao período homólogo do ano de 2023, respectivamente. Por outro lado, 49,5% dos empresários inquiridos afirmaram ter enfrentado uma situação de insuficiência de trabalhadores, sendo esta percentagem inferior à verificada no trimestre anterior (76,2%) e no idêntico período do ano de 2023 (57,6%). Além disso, 80,3% e 79,7% dos empresários inquiridos dos sectores de vestuário e confecções e de equipamentos electrónicos/eléctricos manifestaram uma procura relativamente notável de trabalhadores.
De entre os problemas que afectam as actividades de exportação, 79,7% das empresas exportadoras consideraram o insuficiente volume de encomendas como o maior problema que estavam a encarar, enquanto 45,9% apontaram para os preços elevados das matérias-primas.
Quanto às perspectivas para os próximos três meses, de entre as empresas inquiridas, 58% preocuparam-se principalmente com o insuficiente volume de encomendas, 32,7% com os preços mais competitivos praticados no estrangeiro.











