Registada subida no número de casos de escarlatina, influenza e salmonela

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Os Serviços de Saúde deram ontem a conhecer os dados sobre doenças de declaração obrigatória do mês de Julho, que revelam um aumento de casos de escarlatina, influenza e salmonela.

Em Julho, foram registados 88 casos de escarlatina, o que representa uma subida significativa em comparação com os cinco casos que foram diagnosticados em Julho do ano passado. Houve, ainda assim, uma redução de 69,1% face a Junho deste ano.

Foram registados 840 casos de influenza, ou seja, mais 41,7% em comparação com o mês homólogo do ano passado (593 casos), e uma redução de 13,1% em relação ao mês anterior (967 casos).

Os Serviços de Saúde indicam também que foram registados 28 casos de infecção por salmonela, representando um aumento de cerca de 7,7%% e 75% quando comparados com o período homólogo do ano anterior (26 casos) e o mês anterior (16 casos).

O número de casos de varicela em Julho foi de 36, mantendo o mesmo nível do período homólogo do ano anterior e representando uma redução de 26,5% em relação ao mês anterior (49 casos);

Foram registados 552 casos de infecção por enterovírus, o que representa uma redução de cerca de 65% e 50,4% quando comparados com o período homólogo do ano anterior (1,575 casos) e o mês anterior (1,112 casos);

Além disso, foram ainda registados, no passado mês de Julho, 26 casos de tuberculose, representando uma redução de 16,1% em comparação com o período homólogo do ano anterior (31 casos), quatro casos assintomáticos de infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (VIH) e um caso importado de dengue.

Actualmente, existem 45 tipos de doenças que são abrangidas pela obrigatoriedade de declaração. “Os Serviços de Saúde continuam a analisar e avaliar os dados declarados para elaborar e ajustar as medidas de prevenção e controlo. Ao mesmo tempo, através da publicação periódica dos dados de monitorização, o público pode dominar a tendência de evolução das doenças transmissíveis em Macau, ter conhecimentos sobre as doenças e tomar medidas atempadas de prevenção e auto-gestão das doenças”, lê-se no comunicado das autoridades de saúde.