Três homens de Hong Kong foram detidos por um esquema de fraude telefónica denominado “Adivinha quem sou eu”, que afectou um idoso em Macau. Um dos arguidos fez-se passar por um familiar da vítima, afirmando que tinha sido preso por conduzir embriagado e que precisava de dinheiro para pagar a fiança. A vítima, levantou cerca de 150.000 patacas do banco e entregou-as a outro dos arguidos, que se fazia passar por assistente de um advogado. Mais tarde, a vítima ficou desconfiada e apresentou queixa à polícia, depois de ter ratificado a informação junto de um familiar. Os três arguidos foram acusados de burla de elevado valor, um crime punível com pena de prisão até 10 anos. O processo foi remetido para o Ministério Público para investigação.
O Juiz de Instrução decretou a prisão preventiva para os três arguidos envolvidos na actividade criminosa, a fim de evitar a sua fuga e a continuação das suas acções ilegais na região. Esta decisão foi tomada com base nas recomendações do procurador responsável pelo processo. O Ministério Público prosseguirá a sua investigação de acordo com as regras previstas no Código de Processo Penal.
Devido à prevalência de burlas telefónicas, o Ministério Público aconselha agora os residentes a terem cuidado quando receberem chamadas ou mensagens a requisitar pagamentos ou transferências de dinheiro, devendo ser comprovada a fidedignidade de tais pedidos com pessoas de confiança ou entidades oficiais antes de serem efectuadas quaisquer transacções. O Ministério aconselha ainda vivamente a não entregar dinheiro ou transferir fundos a estranhos sem uma verificação adequada.
Em caso de suspeita de fraude, os residentes são encorajados a comunicar imediatamente o sucedido à polícia ou ao Ministério Público, para proteger os seus interesses e ajudar a combater a criminalidade.











