Governo insiste em construir o viaduto entre as zonas A e B “por motivo de interesse público”

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O Governo confirmou que vai avançar com a construção do viaduto entre as zonas A e B dos Novos Aterros Urbanos, justificando que o projecto actual está de acordo com o “interesse público”. Como já tinha sido revelado, o Executivo descartou a construção do túnel rodoviário na ligação das zonas A e B e optou por criar um viaduto, estando as obras em planeamento. No entanto, existem opiniões que temem o seu impacto na vista paisagística do Centro Histórico de Macau e do Farol da Guia, com um viaduto com altura máxima de 25,8 metros acima do nível do mar.

A decisão de construir um viaduto, segundo o Governo, foi tomada “após encontrar um equilíbrio entre as funções dos transportes, a coordenação paisagística e a execução da obra, entre outros factores”.

Num comunicado divulgado ontem em conjunto pelos Serviços de Solos e Construção Urbana, Serviços de Obras Públicas, Serviços para os Assuntos de Tráfego e Instituto Cultural, foi revelado que no passado o Governo ponderou, de forma integrada, várias ideias sobre o modo de construção do acesso entre as zonas A e B dos Novos Aterros Urbanos, tendo em consideração o planeamento urbanístico, a protecção paisagística, o preço de obra, o prazo de construção e o impacto social, com vista a “escolher uma solução que pudesse equilibrar todos os aspectos”.

O Governo disse estar particularmente atento ao impacto que esse projecto inicial de construção do túnel rodoviário de construção poderá causar. Neste caso, apontou os problemas de falta de espaço, uma vez que deve ser reservada uma zona mais longa para uma subida inclinada para um projecto do túnel, e “são inevitáveis a suspensão e a demolição da actual zona de lazer junto à Estátua de Kun Iam, bem como a escavação de vias rodoviárias adjacentes”. O Executivo frisou ainda que a saída do túnel que se situa na zona B apenas pode ser construída nas imediações da Estátua de Kun Iam, o que vai enfraquecer a função de ligação entre o acesso das zonas A e B e a zona do NAPE em termos de utilização de transportes.

“Do ponto de vista das obras, como é do conhecimento geral, o preço de construção do túnel é muito mais elevado do que o da construção de um viaduto, e as dificuldades de construção são também maiores”, acrescentou.

O Executivo afirmou que no Plano de Pormenor da UOPG do Porto Exterior – 1 e Porto Exterior – 2 propõe também a manutenção geral da actual estrutura da rede rodoviária, bem como a elaboração do sistema de transportes de acordo com o viaduto entre as zonas A e B.

O início das obras de construção desse viaduto está previsto para o quarto trimestre deste ano. Recorde-se que o Instituto Cultural revelou anteriormente que apenas uma pequena parte do projecto envolvia a aprovação do Chefe do Executivo no âmbito da vista do Farol da Guia, mas assegurou que não há grande impacto à vista do Centro Histórico de Macau.