IAS comprometido em promover o desenvolvimento da língua gestual em Macau

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O Instituto de Acção Social (IAS) lançou um plano de desenvolvimento para a base do vocabulário da língua gestual, visando criar uma linguagem comum e acessível para as pessoas com audição reduzida na região. Em resposta a uma interpelação feita pelo deputado Ho Ion Sang, o presidente do IAS destacou os esforços que o instituto tem vindo a realizar na promoção do uso da língua gestual em Macau e as estratégias alinhadas para melhorar a vida das pessoas com deficiência auditiva, que incluem cursos de formação para intérpretes através de uma nova plataforma.

 

O Instituto de Acção Social (IAS) destacou a importância da criação de um vocabulário de base, consensual e comum para as pessoas com audição reduzida em Macau, antes de explorar que direcção tomará o desenvolvimento do sistema de certificação para intérpretes da língua gestual. No entanto, o IAS tem convidado regularmente instituições de ensino superior para organizar cursos de formação para interpretação da língua gestual e tem vindo a apoiar associações para pessoas com audição reduzida na promoção da língua gestual nas comunidades e escolas, com o intuito de aumentar a oferta de intérpretes em Macau. Contudo, espera conseguir facilitar a vida da população em necessidade, ao focar os seus esforços na criação de um vocabulário de base.

A resposta do organismo surgiu após uma interpelação do deputado Ho Ion Sang ao Governo, onde o deputado delineou as suas preocupações com a situação actual da língua gestual em Macau, apontando que, apesar da “Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência” ter entrado em vigor em 2008, o uso da língua gestual na região é ainda muito limitado, especialmente no âmbito da educação, das instalações livres de barreiras e da divulgação de informações.

 

Segundo dados do IAS, até ao final de Março de 2024, cerca de 5.256 pessoas com deficiência auditiva tinham um cartão de registo de avaliação de deficiência válido, representando cerca de 29,5 % do número total de portadores. No entanto, o número de intérpretes de língua gestual em Macau é insuficiente e a contratação de pessoal para esta área é difícil, alertou o deputado.

O IAS respondeu à interpelação afirmando que tem adoptado medidas para promover o desenvolvimento da língua gestual em Macau. Um dos projectos seria o do “Plano de Desenvolvimento da Base dos Léxicos de Língua Gestual”, que já concluiu a formação de coleccionadores de vocabulário de linguagem gestual e a análise de corpora relevantes, com o intuito de padronizar a língua gestual e facilitar a aprendizagem da mesma através de uma plataforma comum. Actualmente, o IAS está a trabalhar na montagem da plataforma, prevendo-se que todo o projecto esteja concluído em 2025.

“Para promover o desenvolvimento e a popularização da interpretação de língua gestual em Macau, desde 2020, o IAS tem convidado instituições de ensino superior para organizar o ‘Curso de Formação em Serviço para Intérpretes de Língua Gestual’. Para além disso, o IAS tem vindo a apoiar financeiramente associações para pessoas com audição reduzida na promoção e desenvolvimento da língua gestual nas comunidades e escolas”, disse Hon Wai, presidente do IAS.

O IAS destacou que a experiência da interpretação da língua gestual por inteligência artificial na China e nas regiões vizinhas seria uma opção para facilitar a aprendizagem, mas que é ainda muito recente, sendo necessário construir primeiro a mencionada base de vocabulário comum, para que no futuro seja possível explorar mais a direcção do desenvolvimento desses novos sistemas.

Hon Wai também mencionou que o IAS tem trabalhado em estreita colaboração com a Direcção dos Serviços Administração e Função Pública (SAFP) para organizar cursos de língua gestual para trabalhadores da função pública. Além disso, o IAS colabora com instituições públicas como as autarquias, telecomunicações e o aeroporto para oferecer cursos práticos em língua gestual.

O presidente do IAS concluiu afirmando que “o Governo da RAEM tem adoptado o slogan ‘Servir Melhor a Comunidade e Construir uma Sociedade Inclusiva’ como orientação política para os serviços de reabilitação, atribuindo grande importância às necessidades das pessoas portadoras de deficiência para se integrarem na sociedade”.