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      Helena de Senna Fernandes diz que oferta turística da região tem de ser mais personalizada

      No arranque da Asian IR Expo, que se realiza no Venetian até quinta-feira em conjunto com a Global Gaming Expo Asia (G2E Asia) 2024, Helena de Senna Fernandes voltou a dizer que se tem notado uma mudança no perfil dos turistas, que, segundo a directora dos Serviços de Turismo (DST), têm chegado a Macau em grupos mais pequenos e não tanto em grandes excursões. Por isso, defendeu que o sector do turismo deve apostar em serviços personalizados.

       

      Começaram ontem, no Venetian, as feiras Global Gaming Expo Asia (G2E Asia) 2024 e a Asian IR Expo, que se prolongam até quinta-feira. No arranque da Asian IR Expo, Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo (DST), participou num seminário sobre as tendências no sector.

      Citada pelo portal Macau News Agency, Helena de Senna Fernandes reiterou que, actualmente, os visitantes veem a Macau principalmente em pequenos grupos ou grupos familiares ou de amigos, e não tanto em grandes excursões. “[Isto significa] que temos de prestar um serviço mais personalizado daqui para a frente e temos de pensar mais sobre como fornecer mais informações, como dar mais razões para virem e como ajudá-los a desfrutar melhor do destino”, observou a responsável, acrescentando que os visitantes estão mais interessados em experiências luxuosas e em opções mais amigas do ambiente.

      No evento, Helena de Senna Fernandes aproveitou para reiterar que o objectivo de Macau é atingir 33 milhões de visitantes este ano e alcançar os dois milhões de visitantes internacionais, sendo que actualmente Coreia do Sul, Filipinas e Indonésia são as três maiores fontes de visitantes internacionais da RAEM.

      Albert Yip, responsável pelo turismo de Sanya, cidade turística na ilha de Hainão, no sul da China, sublinhou que os visitantes, especialmente os turistas chineses, procuram agora produtos turísticos mais sustentáveis, em comparação com a era pré-pandémica. “Encorajamos os nossos parceiros do sector a desenvolverem produtos que respondam às suas exigências”, afirmou Yip, que deu como exemplo a introdução de experiências de plantação de corais nos mares de Sanya.

      Neste seminário também participou Fian Leung, responsável do portal de viagens chinês Trip.com, que também apontou mudanças no paradigma do turismo em Hong Kong e Macau. “Os nossos clientes estão definitivamente à procura de maior flexibilidade nos cancelamentos”, afirmou, citada pela Macau News Agency. “Tomando Hong Kong e Macau como exemplo, registámos um crescimento de 60% nas reservas com opções de cancelamento flexíveis [para hotéis e outros pacotes turísticos] em comparação com o período da pandemia”, afirmou, acrescentando que os visitantes “não só estão à procura de mais flexibilidade, como também estão dispostos a pagar mais”. Por isso, Fian Leung salientou que é crucial que os intervenientes do sector ofereçam maior flexibilidade e valor acrescentado.

      O papel da inteligência artificial também foi discutido nesta sessão, com Fred Sheu, director nacional de tecnologia da Microsoft Hong Kong, a indicar que a ferramenta poderia ajudar o sector do turismo no que toca à promoção e marketing dos destinos e serviços junto dos clientes-alvo.