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      Serviços de Saúde garantem que casos de AVC em Macau não aumentaram nos últimos anos

       

      Em resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Sun Iok sobre casos de acidente vascular cerebral (AVC) em Macau, os Serviços de Saúde afirmam que as instituições médicas de Macau estão bem equipadas para tratar casos de urgência, auxiliar na reabilitação de pacientes com sequelas e que nos últimos anos não foram registados aumentos significativos no número de doentes com AVC, com idade inferior a 45 anos. Além disso, destacaram a importância da prevenção de problemas arteriais, através dos 53 postos de auto-medição arterial situados nos bairros comunitários.

       

      Uma interpelação escrita pelo deputado da Assembleia Legislativa Leong Sun Iok, entregue dia 28 de Março, sublinhou, em três pontos diferentes, a situação actual de Macau em relação ao tratamento e prevenção de pacientes que tenham sofrido acidentes vasculares cerebrais (AVC) nos últimos anos.

      Na sua introdução ao assunto, o deputado destacou a importância de aproveitar os primeiros seis meses após a ocorrência de um AVC, denominado de “período de ouro”, para tratar com maior dedicação os pacientes devido às altas probabilidades de bons resultados na recuperação final. Elogiou os esforços recentes dos Serviços de Saúde e os seus profissionais quanto ao tratamento urgente de tais acidentes, mas diz estar preocupado com a corrente situação do sistema local de reabilitação e serviços de apoio social aos recuperados.

      Além disso, ainda apontou para o aumento de casos entre os anos de 2017 e 2021, onde o número subiu em 258 doentes, para um total de 1.329 casos.

      No seu primeiro ponto da interpelação, Leong Sun Iok indagou sobre os cuidados pós-tratamento hospitalar de um caso de AVC urgente, onde diz serem limitados os recursos oferecidos a pacientes que pretendem continuar o tratamento de reabilitação nos centros de saúde públicos, devido principalmente à pouca frequência das terapias de reabilitação disponíveis. A impossibilidade de marcar sessões de terapia, por consequência, sobrecarrega as famílias, aumentando a necessidade de acompanhamento psicológico dos pacientes e seus cuidadores.

      Em resposta a este primeiro assunto, Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, relembrou que, em 2016, os Serviços de Saúde criaram, no Centro Hospitalar Conde de São Januário, um canal verde e uma equipa especializada no tratamento de AVC agudo, composta por um quadro multidisciplinar, entre vários departamentos, com o objectivo de tratar pacientes com a maior urgência e eficácia possível.

      Quanto aos pacientes em recuperação, o Centro Hospitalar Conde de São Januário oferece camas de reabilitação e terapeutas especializados, para pacientes em situação de necessidade, sendo cada caso avaliado independentemente, não havendo um critério uniformizado. Quanto ao apoio após o paciente receber alta hospitalar, os Serviços de Saúde providenciam serviços de acompanhamento telefónico, em contacto com o Instituto de Ação Social, caso seja necessário, e apoiam instituições sem fins lucrativos, através de subsídios, com a intenção de aumentar o serviço de reabilitação no território. Para além disso, o Governo da RAEM aumentará em 300 o número de camas para reabilitação, após concluídas as obras do Edifício do Hospital de Reabilitação do Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas.

      Na sua segunda pergunta, o deputado apresentou a sua preocupação com a camada mais jovem e apresentou dados que indicam um aumento nos casos de AVC em pessoas com idades entre os 20 e os 40 anos.

      Em resposta, os Serviços de Saúde deixaram claro que, de acordo com as suas informações de vigilância sobre casos de AVC, nos últimos anos, o número de situações de emergência deste tipo, em pessoas com menos de 45 anos de idade, manteve-se estável. Para além disso, esclareceu que este tipo de doenças pode ocorrer em pessoas de todas as idades e que as causas mais comuns de AVC incluem doenças crónicas, como a diabetes, e anomalias congénitas, como doenças mitocondriais, em crianças. Ou seja, diversos factores externos ao AVC podem contribuir para um aumento no número de casos.

      IMPORTÂNCIA DA PREVENÇÃO

       

      A prevenção, através de uma cuidadosa observação dos sintomas, aliada a um estilo de vida saudável, seriam as principais formas de evitar problemas relacionados a este tipo de doenças e os Serviços de Saúde têm promovido activamente a auto-gestão da saúde, principalmente através dos 53 postos de auto-medição da pressão arterial e do peso encontrados nos bairros comunitários, onde os residentes são encorajados a utilizar a função “A minha saúde” da “Conta Única” para consultar a situação individual de saúde.

      No último ponto da sua interpelação, Long Sun Iok indagou sobre futuras cooperações com instituições médicas da Grande Baia e do interior da China, que pudessem aliviar os serviços públicos de Macau e auxiliar a população na procura de tratamento. Nesse ponto, os Serviços de Saúde começaram por falar no mais recente subsídio para seguro de saúde dos residentes de Macau no interior da China, elaborado pelo Governo, que disponibiliza um seguro básico de 1000 patacas a cada requerente.

      Relembraram ainda que o Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde de Macau, no dia 1 de Maio, foi estendido à Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, sendo possível levantar ou usar vales de saúde em clínicas criadas por residentes de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada.