Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.6 ° C
33.2 °
29.9 °
89 %
4.6kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeRon Lam pede esclarecimentos sobre aumento exponencial de despesas de transporte de...

      Ron Lam pede esclarecimentos sobre aumento exponencial de despesas de transporte de cadáver

      O deputado Ron Lam criticou a falta de transparência e clareza sobre as taxas e procedimentos de serviços funerários em Macau e lamentou que o Governo nunca tenha fornecido informações ao público, solicitando assim uma maior fiscalização e regulamentação à prestação desse serviço.

      Numa interpelação escrita enviada à Assembleia Legislativa, o deputado disse ter recebido recentemente relatos do sector funerário sobre o aumento da taxa do uso de carros fúnebres.

      “No dia 2 de Maio, o sector recebeu subitamente uma carta de notificação da única empresa responsável pelo transporte de cadáveres em Macau, juntamente com um aviso carimbado com o selo da Medicina Legal do Centro Hospitalar Conde de São Januário”, onde se afirmou que, “devido à mudança do departamento de Medicina Legal do CHCSJ para o piso B3 da cave do novo hospital no COTAI, a partir de 8 de Maio de 2024, todos os cadáveres do CHCSJ serão transferidos para o novo hospital, pelo que a taxa de transporte foi aumentada para 2.200 patacas”, revelou na interpelação.

      Ron Lam salientou que a despesa original do transporte de cadáveres era de 1.500 patacas, sendo que o preço actualizado agora representa um aumento acentuado de 50%.

      “Contudo, não existe informação oficial sobre se a morgue do CHCSJ foi transferida para o novo Hospital das Ilhas, e a empresa de transporte de cadáveres aumentou o preço por esta razão, e os familiares do falecido são forçados a aceitar o preço sem qualquer outra escolha, o que é prejudicial para os interesses dos residentes”, lamentou.

      Neste caso, o deputado apontou que as informações sobre os procedimentos fúnebres no território nunca foram transparentes de forma sistemática pelo Governo, dado que a maioria dos residentes não tem conhecimento relevante e procuram mais informação sempre que há uma urgência.

      Pedindo um departamento governativo para fiscalizar o sector funerário e os seus trabalhadores, Ron Lam questionou ainda o Governo se o Conselho dos Consumidores recebeu queixas relacionadas no passado e como está a situação de acompanhamento dos casos.

      “Numa região avançada e desenvolvida, é um requisito básico que os residentes possam tratar dos assuntos fúnebres do falecido sob protecção legal e razoável, sendo inaceitável que o Governo não tenha uma supervisão e regulamentação adequados do serviço”, destacou.