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      InícioSociedadeLeong Hong Sai defende lançamento de um inquérito sobre saúde mental

      Leong Hong Sai defende lançamento de um inquérito sobre saúde mental

      O aumento dos casos de morte por suicídio está a preocupar Leong Hong Sai. Numa interpelação remetida ao Governo, o deputado pediu a realização de um inquérito sobre o estado da saúde mental da população local para investigar os motivos de pressão a nível mental dos cidadãos. Leong Hong Sai exige assim medidas de apoio emocional direccionadas a pessoas de diferentes idades.

       

      A saúde mental já foi tema de diversas interpelações de deputados da Assembleia Legislativa ao Governo, e agora Leong Hong Sai veio sugerir o lançamento de um inquérito global sobre a saúde mental em Macau. O legislador espera que a iniciativa possa ajudar a sociedade a perceber concretamente a pressão psicológica que diferentes grupos etários estão a enfrentar, facilitando a formulação de novas estratégias contra o aumento de casos de suicídio.

      Na opinião do deputado, a realização de um inquérito sobre a situação psicológica da população local vai contribuir para o Governo “melhorar atempadamente as deficiências das políticas existentes”. “A pressão mental com que se confrontam as crianças, os adolescentes, as pessoas de meia-idade e os idosos varia em função dos respectivos grupos etários. Poderá envolver diversos factores, como a doença mental, a situação socioeconómica, a família, as relações interpessoais ou até a genética, é preciso as autoridades aplicarem mecanismos de prevenção e contramedidas específicas de acordo com a necessidade dos grupos etários em causa”, referiu.

      Leong Hong Sai, na sua interpelação escrita, lamentou ainda que Macau tenha registado nos últimos anos uma tendência de aumento do número de mortes no domicílio, sobretudo de pessoas idosas que vivem sozinhas, bem como de suicídios. Assinalou que o problema constitui uma “situação preocupante” e realça a necessidade urgente de se prestar atenção à questão da saúde mental em Macau.

      “Vão as autoridades introduzir programas de apoio psicológico correspondentes a vários grupos etários, para ajudar os necessitados e outros cidadãos a identificar e apoiar de forma oportuna as pessoas com ansiedade, depressão, insónias graves e até os pensamentos e comportamentos suicidas?”, questionou.

      Assim, o deputado ligado à União Geral das Associações dos Moradores disse esperar que o Executivo faça uma revisão e análise da tendência de evolução da saúde mental dos residentes de Macau nos últimos anos, mas também divulgue as conclusões e as medidas de resposta à matéria.

      Recorde-se que o ano passado foi marcado por 88 mortes por suicídio, sendo o número mais alto da última década. Já o número de tentativas de suicídio contou com 257 casos.

      Para prevenir a ocorrência deste tipo de tragédias na sociedade e para descobrir os casos de alto risco ligados a perturbações emocionais, incluindo os idosos isolados, Leong Hong Sai considera importante alargar o alcance social do apoio psicológico, reforçar a rede de assistências sociais existente e o mecanismo profissional de prevenção do suicídio. O deputado, além de pedir para se verificar os recursos humanos de equipa médica, incluindo psiquiatras, psicoterapeutas clínicos e assistentes sociais, sugeriu que o Governo coopere com empresas privadas e empresas de gestão predial para implementar novas estratégias de “ajuda mútua entre a família, a empresa, o trabalhador e vizinhos”.

      Por último, Leong Hong Sai lembrou que o Instituto de Acção Social (IAS) está a organizar cursos de “Primeiros Socorros em Saúde Mental” e de “Formação de Instrutores de Primeiros Socorros em Saúde Mental”, elogiando os cursos, mas frisando ao mesmo tempo que “é também importante ter a consciência da autoajuda”. Por isso, pediu a abertura de mais programas da musicoterapia e da arteterapia, que possam aumentar a consciência da autoajuda e da manutenção da saúde mental da população.