Edição do dia

Sábado, 22 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.9 ° C
31.9 °
30.9 °
79 %
4.1kmh
40 %
Sáb
31 °
Dom
30 °
Seg
30 °
Ter
30 °
Qua
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeCrimes no sector do jogo foram mais do dobro

      Crimes no sector do jogo foram mais do dobro

      Na apresentação dos dados da criminalidade do primeiro trimestre, as autoridades isolaram os números relativos aos crimes dentro da indústria do jogo. Neste segmento, foram feitos 351 inquéritos criminais nos primeiros três meses do ano, mais do dobro em comparação com o mesmo período de 2023.

       

      Ontem, ao apresentarem as estatísticas da criminalidade no território durante o primeiro trimestre, as autoridades detalharam os números relativos ao sector do jogo e informaram que, nos primeiros três meses do ano, foram instaurados 351 inquéritos criminais neste âmbito, mais 193 do que no primeiro trimestre do ano passado, ou seja, verificou-se um aumento de 122,2%. No entanto, em comparação com o primeiro trimestre de 2019, houve uma redução de 87 casos, ou seja, 19,9%.

      A justificação para o aumento deste tipo específico de criminalidade foi a mesma do aumento da criminalidade geral: o aumento de visitantes. “O número dos casos dos crimes relacionados com o jogo no primeiro trimestre deste ano apresentou certo aumento em comparação com o mesmo período do ano passado, e acredita-se que o motivo esteja relacionado com o aumento substancial do número de turistas e com a recuperação da indústria do jogo”, afirmou Wong Sio Chak, secretário para a Segurança.

      “O aumento substancial do número de turistas, ao mesmo tempo que acelera a recuperação da indústria do jogo, conduzirá inevitavelmente a um aumento das actividades ilícitas relevantes, especialmente das actividades ilegais de troca de dinheiro que se tornaram mais intensas”, acrescentou.

      Entre os tipos de crime relacionados com o jogo no primeiro trimestre deste ano, os casos de burla apresentaram uma “tendência de alta incidência”, com um total de 76 casos, ocupando 21,7% da totalidade dos crimes; a seguir surgem 63 casos de usura, ocupando 17,9%; os casos de furto foram 48, ocupando 13,7%; a apropriação ilegítima atingiu 45 casos, ocupando 12,8%; os casos de desobediência (violação da interdição de entrada nos casinos) totalizaram 32, ocupando 9,1%; os casos de sequestro foram dez, ocupando cerca de 2,8%, e os restantes crimes representaram menos 5% ou uma taxa inferior.

      Segundo os números revelados ontem, os suspeitos dos crimes ligados à indústria do jogo são maioritariamente do interior da China (353). Houve ainda 67 suspeitos de Macau, 25 de Hong Kong, nove estrangeiros e três de Taiwan. Quanto às vítimas, a maioria também é do interior da China (203), seguidos dos residentes de Macau (36), Hong Kong (20), dois de Taiwan e um estrangeiro.

      “Após a epidemia, a proporção dos vários crimes relacionados com o jogo no número total de crimes mudou significativamente, e a proporção de casos de burla aumentou, enquanto os crimes de usura e de sequestro, que tinham uma proporção elevada antes da epidemia, diminuíram significativamente”, afirmou Wong, detalhando que os crimes derivados dos burlões de troca de dinheiro foram dominados também pelas burlas. Os crimes de usura e sequestro diminuíram, salientou o secretário.

      “À medida que a indústria do jogo de Macau recupera e o número de turistas continuar a aumentar, surgirão inevitavelmente alguns factores instáveis para a segurança”, alertou o secretário, ressalvando que “o actual ambiente de segurança relacionado com o jogo em Macau ainda é estável e bom”.