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      InícioCultura"Vulgaridades Chinesas", livro de J. J. Monteiro, lançado a 7 de Junho

      “Vulgaridades Chinesas”, livro de J. J. Monteiro, lançado a 7 de Junho

      Está marcado para o dia 7 de Junho, às 18h30, o lançamento do livro “Vulgaridades Chinesas”, de J. J. Monteiro, poeta-soldado que faleceu em Macau, em 1988. A obra editada em português pelo Instituto Internacional de Macau conta a história de quando J. J. Monteiro atravessou as Portas do Cerco e se aventurou no interior da China.

       

      “Vulgaridades Chinesas” é o título do livro de J. J. Monteiro editado pelo Instituto Internacional de Macau (IIM) em língua portuguesa e a ser apresentado no dia 7 de Junho, pelas 18h30, no auditório Dr. Stanley Ho do Consulado-Geral de Portugal em Macau e Hong Kong.

      O lançamento de “Vulgaridades Chinesas” está integrado nas comemorações do 10 de Junho e do mês de Portugal em Macau. A apresentação da obra será feita pelo filho do autor, José Joaquim Monteiro Júnior, por Jorge Rangel, presidente do IIM, e pelo professor António Aresta.

      A obra conta, em versos populares, a única viagem de J. J. Monteiro ao interior da China, atravessando pela primeira vez as Portas do Cerco, assim como sobre a praxis em Macau, as máximas confucianas, as adivinhas, provérbios e rifões do Monsenhor André Ngan, dos tropos de Luís Gonzaga Gomes, e as várias gírias e alguns calões no dialecto cantonense.

      1. J. Monteiro nasceu em Viseu em 1913, viveu a infância no Brasil, voltou depois a Portugal e embarcou depois para Macau em 1937, onde foi soldado, tendo também publicado várias obras no território. “A Minha Viagem para Macau” (1939), “A História De Um Soldado” (1940, 1952, 1963 e 1983), “De Volta a Macau” (1957 e 1983) e “Macau Vista Por Dentro” (1983 e 2020) são os títulos dos seus primeiros livros.

      O poeta-soldado morreu em Macau em 1988 e, depois da sua morte, a família do autor procurou dar vida ao legado e às suas obras que não tinham sido editadas, tendo posteriormente feito publicar pelo Instituto Cultural “Anedotas, Contos e Lendas” (1989), e pelo Instituto Internacional de Macau “Meio Século em Macau”, em dois volumes (2010), e “Memórias do Romanceiro de Macau” (2013).

      No prefácio, redigido por Jorge Rangel, lê-se: “O IIM deu também prioridade à publicação das obras inéditas de J. J. Monteiro, tarefa que contou sempre com a empenhada e qualificada colaboração dos seus filhos e netos. Foi um contributo seguro e decisivo para uma mais ampla difusão da sua invulgar obra, concordando plenamente com António Aresta, que, no primeiro volume de ‘Figuras de Jade – Os Portugueses no Extremo Oriente’, lembrou que ‘omitir ou rasurar José Joaquim Monteiro da literatura de Macau seria uma injustiça e um enorme empobrecimento estético’, prenunciando que a sua obra ‘será devidamente apreciada, estudada e reconhecida'”.