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      InícioDesportoSébastien Ogier entra para a história do Rali de Portugal

      Sébastien Ogier entra para a história do Rali de Portugal

      Piloto francês da Toyota somou no último fim-de-semana o sexagésimo triunfo no WRC. Foi precisamente em Portugal que há 14 anos conquistou a primeira vitória no Mundial de Ralis. Agora é o recordista da prova com seis triunfos, mais um do que o finlandês Markku Alén.

       

      Pedro Maia

       

      Sébastien Ogier não é muito de mostrar grandes emoções em público. Mas no último domingo tinha uma lágrima no canto do olho assim que terminou a última especial do Rali de Portugal, em Fafe. “Deve ter sido a concentração e talvez um pouco de poeira nos olhos! Mas sim, estou a sentir a emoção”, afirmou.

      Não é para menos. Ogier tornou-se o primeiro piloto a chegar às seis vitórias no Rali de Portugal. O francês, que durante os quatro dias de prova fez dupla com o navegador Vincent Landais, tornou-se o mais vitorioso de sempre nos 56 anos de história do evento, uma das provas fundadoras do campeonato do mundo. E isto numa altura em que compete no mundial em regime de part-time, cumprindo apenas algumas etapas do calendário – decisão tomada em 2021 para dedicar mais tempo à família.

      “Não tinha problema nenhum em estar empatado com o Markku Álen. É uma lenda. Durante muitos anos perguntaram-me quando é que bateria o recorde. Aconteceu agora”, disse, ainda visivelmente emocionado.

      Ogier, oito vezes campeão mundial, já tinha alcançado o primeiro lugar do pódio em Portugal em 2010, 2011, 2013, 2014 e 2017 ao serviço da Citroën, da Ford e da Volkswagen. Agora fê-lo ao volante de um Toyota, num GR Yaris Rally1 da equipa oficial Toyota Gazoo Racing WRT.

      “Foi um fim-de-semana fantástico. Não muito fantástico para a equipa em geral, infelizmente. Mas fiz o melhor possível para tentar alcançar o máximo de pontos para a equipa. É uma sensação fantástica”, afirmou.

      É a segunda vitória consecutiva no WRC, depois do triunfo no sinuoso asfalto da Croácia em Abril. Ogier foi destacado pela Toyota para disputar o rali de Portugal, sobretudo com o objectivo de somar preciosos pontos para o mundial de construtores, um dos objectivos assumidos pelo fabricante nipónico. A aposta foi bem-sucedida uma vez que os companheiros de equipa enfrentaram sérios problemas. O jovem finlandês Kalle Rovanperä – actual campeão do mundo que também só está em part-time no mundial deste ano – captou quando liderava a prova. O britânico Elfyn Evans, que vinha com expectativas elevadas, nunca chegou a mostrar andamento para os lugares cimeiros. E o japonês Takamoto Katsuta, que também chegou a estar em primeiro, acabou por perder terreno com problemas na suspensão do seu Yaris.

       

      Thierry Neuville reforça liderança

       

      Quem esfregou as mãos de contente foi Thierry Neuville. O belga, ao volante de um Hyundai i20 N Rally1, terminou o Rali de Portugal no terceiro lugar do pódio, apesar da inglória tarefa de ser o primeiro na estrada durante o dia de sexta-feira. Neuville, navegado por Martijn Wydaeghe, acabou por impor um ritmo muito elevado, contrariando a previsão de que iria perder muito tempo por estar a ‘limpar’ a gravilha e as pedras na estrada, típicas dos troços portugueses. Apesar de um par de sustos, Neuville conseguiu um pódio e pontos extra preciosos no ‘Super Sunday’ e na ‘Wolf Power Stage’, a superespecial que inclui o mítico salto de Fafe, uma das grandes imagens de marca da prova portuguesa.

      “Ninguém estava à espera que conseguíssemos estar no pódio. E ampliar a vantagem no mundial era algo praticamente impossível. Mas, de alguma forma, estivemos muito fortes na sexta-feira. No sábado fomos consistentes e no último dia atacámos os pontos extra, o que acabou por fazer a diferença”, assegurou o belga.

      Cumpridas cinco etapas no Campeonato do Mundo Thierry Neuville soma agora 110 pontos, mais 24 do que Elfyn Evans, que não foi além de um sexto lugar em Portugal. Neuville – cinco vezes vice-campeão do WRC – parece finalmente ter os astros alinhados para competir por um título que ainda lhe escapa, o de campeão do mundo.

      O estónio Ott Tänak, companheiro de equipa de Neuville na Hyundai, terminou o Rali de Portugal em segundo, conseguindo a melhor performance no mundial desde que regressou ao construtor sul-coreano. É agora terceiro no campeonato com 79 pontos.

       

      Hyundai com patrocínio de Macau

       

      A Hyundai apresentou ainda em Portugal um novo patrocínio nos espelhos retrovisores, uma ligação a Macau uma vez que a marca de miniaturas IXO Modelcars é detida por uma empresa do território, a Premium & Collectibles Trading. O acordo é válido até ao final da temporada.

      No WRC2 o destaque vai por inteiro para uma vitória inédita do espanhol Jan Solans, que tem o novo Toyota GR Yaris Rally2 colorido com as cores das Filipinas. O projecto desportivo da equipa Teo Martín Motorsport inclui uma parceria com o Departamento de Turismo das Filipinas, que vai apresentar em várias etapas do campeonato a campanha institucional ‘Love The Philippines’, com o objectivo de promover o destino paradisíaco asiático.

       

      Portugal no WRC até 2026

       

      De sublinhar ainda que o Automóvel Clube de Portugal garantiu a presença da prova no calendário do WRC até 2026. “É o culminar de todos estes anos de trabalho. Temos uma cooperação excepcional com o promotor, que reconhece a afirmação do Rali de Portugal, há 20 anos, como um dos melhores do mundo e que cativa muitos pilotos e público”, afirmou o presidente do ACP, Carlos Barbosa. De acordo com a organização, cerca de um milhão de pessoas estiveram nas 22 especiais durante os quatro dias de rali.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau