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      InícioPolíticaIlha ecológica: Rosário escuda-se nas decisões dos peritos do interior da China

      Ilha ecológica: Rosário escuda-se nas decisões dos peritos do interior da China

      Raimundo do Rosário esteve ontem na Assembleia Legislativa, onde foi questionado sobre a polémica ilha ecológica, um aterro que o Governo pretende construir nas águas junto a Hac-Sá. O secretário para os Transportes e Obras Públicas voltou a defender o projecto e indicou que são os peritos do interior da China que estão a tratar desse processo. “Não somos nós que decidimos”, afirmou.

       

      “Todo o processo, desde o início até agora e também no futuro, relativo à ilha ecológica é feito por especialistas e académicos do interior da China. Por isso, estejam descansados. Os especialistas do país vão apoiar-nos nesse trabalho”, afirmou ontem Raimundo do Rosário na Assembleia Legislativa (AL).

      O tema foi levado à reunião plenária por Ron Lam, que voltou a alertar para os golfinhos brancos que foram encontrados nas áreas marítimas onde deverá ser construído este aterro para colocar resíduos, nas águas junto a Hac-Sá.

      Respondendo à questão do deputado, o secretário para os Transportes e Obras Públicas repetiu que são os peritos do interior da China que controlam o projecto e, se os resultados dos seus estudos indicarem que a ilha ecológica não deve ser construída naquele local, então o projecto não irá avançar. “Não somos nós que decidimos”, afirmou.

      Raymond Tam, director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), lembrou que Macau tem falta de espaço e que o actual aterro para resíduos já está muito saturado. “Estamos a pensar em várias formas para prolongar a vida de utilização do aterro. Macau não tem muito espaço para encontrar outro local para um aterro de resíduos, por isso especialistas do interior sugeriram construir um aterro de resíduos na zona marítima”, sublinhou, acrescentando que “a construção da ilha ecológica é necessária”.

      Tam também disse que agora estão a ser feitos estudos de impacto ambiental e em relação aos golfinhos brancos que habitam aquela zona. O responsável da DSAMA disse ainda que, a Leste de Macau, há uma reserva natural de golfinhos brancos.

      Recorde-se que, de acordo com a TDM Canal Macau, estudos da Universidade Sun Yat-Sen identificaram pelo menos 144 golfinhos nas águas de Macau e defenderam a criação de uma área de protecção de mais de 30 quilómetros quadrados.

      “Quanto à ilha ecológica e à escolha da sua localização, segundo muitas pessoas atentas à preservação do meio marinho ecológico ou que praticam desportos aquáticos na Praia de Hác-Sá, é frequente ver golfinhos brancos chineses nas águas entre Hác-Sá e Cheoc Van, portanto, receiam que a construção da ilha naquele local piore o ambiente da sua sobrevivência e afecte o meio marinho, e que até os obrigue a abandonar as águas a sul de Macau, causando danos irreversíveis ao valor ecológico”, alertou o deputado Ron Lam, voltando a acusar o Governo de ocultar informações sobre o impacto do projecto.