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      Antigo líder de Taiwan Ma Ying-jeou desloca-se à China no início de Abril

      O antigo líder de Taiwan Ma Ying-jeou (2008-2016) vai visitar novamente a China continental, no início de Abril, numa deslocação que vai incluir uma paragem em Pequim, foi ontem anunciado.

       

      Numa declaração à imprensa, o director executivo da Fundação Ma Ying-jeou, Hsiao Hsu-tsen, disse que o antigo presidente do Partido Kuomintang (KMT), agora na oposição, vai acompanhar um grupo de estudantes numa deslocação à China entre 1 e 11 de Abril, na segunda viagem ao continente desde que deixou o cargo.

      O itinerário de Ma inclui actividades em Pequim e nas províncias de Cantão (sul) e Shaanxi (noroeste), disse Hsiao, esclarecendo que os possíveis encontros do antigo líder de Taiwan com figuras políticas na China vão depender da vontade dos anfitriões.

      O Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado da China deu “boas-vindas” à visita de Ma. O porta-voz do Gabinete, Chen Binhua, manifestou “esperança de que os compatriotas de ambos os lados do estreito de Taiwan promovam o rico património cultural da China”, descrevendo a viagem como “uma oportunidade” para “reforçar a compreensão mútua e a ligação espiritual entre os jovens de ambos os lados do estreito” e “contribuir para o desenvolvimento pacífico das relações”.

      Chen referiu que a delegação liderada por Ma vai participar no Dia do Finados (Qingming, em mandarim), no qual os chineses prestam homenagem a entes queridos falecidos, numa cerimónia em honra do imperador Amarelo, considerado um dos pioneiros da civilização chinesa.

      Ma, que se tornou o primeiro antigo líder de Taiwan a visitar a República Popular da China em Março do ano passado, pediu um maior intercâmbio entre estudantes chineses e taiwaneses durante a anterior visita, por “partilharem a mesma cultura e identidade étnica”.

      China e Taiwan viveram um período de aproximação durante o mandato de Ma Ying-jeou, que culminou com um encontro histórico em Singapura com o Presidente chinês, Xi Jinping, no final de 2015, o primeiro em mais de 60 anos de separação unilateral da ilha.

      Wu Su-yao, secretário-geral do grupo legislativo do Partido Democrático Progressista, actualmente no poder na ilha, disse que o KMT escolhe sempre visitar a China em “alturas sensíveis e críticas” e pediu a Ma para não transmitir “mensagens erradas” durante eventuais encontros com as autoridades chinesas. “Temos de continuar a lembrar a Ma que deve ter cuidado com quem se encontra e com o que diz quando visita a China numa altura tão sensível”, disse, de acordo com a agência de notícias estatal de Taiwan CNA.

       

      CAIXA

       

      Taiwan considera TikTok “ameaça à segurança nacional”

       

      A rede social de origem chinesa TikTok foi declarada uma “ameaça à segurança nacional” pelas autoridades de Taiwan, devido ao “controlo substancial” de “actores estrangeiros hostis” sobre a plataforma. A ministra dos Assuntos Digitais de Taiwan, Audrey Tang, advertiu ontem, numa audição parlamentar, que se trata de um “produto perigoso”, noticia a Europa Press citando a agência noticiosa de Taiwan CNA. O TikTok já está proibido para organismos públicos e pode agora ser alargado a organizações educativas, organizações não-governamentais (ONG), bem como outras áreas e setores, acrescentou a ministra. Em 13 de Março, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos (EUA) aprovou um projeto de lei que poderá facilitar a proibição da aplicação se a empresa-mãe do TikTok, a ByteDance, não vender a plataforma a uma entidade norte-americana no prazo de seis meses. O projecto tem agora de passar no Senado, mas o Presidente dos EUA, Joe Biden, já anunciou estar disposto a assiná-lo como lei, enquanto o seu principal rival nas eleições presidenciais de novembro, Donald Trump, afirmou rejeitar o projecto. Os defensores da proibição da aplicação Tik Tok nos EUA, caso a ByteDance não cumpra as exigências, argumentam que aquela é controlada pelo governo chinês e invocam que este pode aceder aos dados privados dos utilizadores e censurar conteúdos políticos.

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      Redacção do Ponto Final Macau