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      Já se sabem os cinco nomes possíveis para a quarta ponte que liga Macau à Taipa

      Do concurso que convidava os residentes a escolher um nome para a quarta ponte, seleccionaram-se cinco: dois são nomes antigos de Macau – Ponte Kiang Hoi (‘rio da ostra’) e Ponte Kiang Hoi (‘mar de espelho’). Outros são de inspiração geográfica – Ponte de Macau e Ponte Nova Urbana – e o quinto pretende assinalar o 25.º aniversário da RAEM – Ponte Jubileu de Prata.  O nome final será agora escolhido pelo Governo.

       

      A quarta ponte de Macau, que deverá ser inaugurada nos próximos meses, terá um destes nomes: Ponte de Macau, Ponte Nova Urbana (em ligação aos aterros na Taipa), Ponte Kiang Hoi (que significa ‘mar de espelho’), Ponte do Jubileu de Prata (dos 25 anos da RAEM) ou Ponte Hoi Kong (que se pode traduzir por ‘rio da ostra’). Os cinco nomes seleccionados de um concurso lançado em Dezembro passado foram divulgados ontem pela Comissão de Avaliação, depois de terem sido analisadas 5.703 propostas com um total de cerca de 14.400 nomes.

      A fase de entrega de propostas no “Evento de escolha do nome a atribuir à 4.ª Ponte Macau – Taipa”, organizado pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), encerrou no dia 15 de Janeiro. Na primeira fase de avaliação e selecção, cada membro da Comissão de Selecção escolheu um máximo de cinco nomes, num total de 88 nomes, sendo 37 destes nomes diferentes. Na segunda reunião de trabalhos, que decorreu na terça-feira, dia 20, a mesma Comissão de Avaliação avaliou e seleccionou os cinco nomes referidos, nomes que agora passarão pelo critério do Governo da RAEM, que irá tomar a decisão final e seleccionar o nome definitivo para a nova ponte.

      Recorde-se que este concurso de proposta de um nome para a quarta ponte convidava os residentes a sugerirem até três nomes para a ponte e submetê-los através da sua Conta Única de Macau, apenas sendo aceites nomes em chinês ou português. O concurso, que teve muita aderência, com mais de 5.700 participantes a submeterem as suas propostas, dava ainda possibilidade de o vencedor da proposta escolhida arrecadar um prémio monetário de 10 mil patacas, e de os segundos classificados receberem 6 mil patacas. Os candidatos tinham também de incluir na candidatura as suas explicações sobre as razões pelas quais acreditam que os nomes propostos são os melhores para a ponte.

      Agora, os participantes que saírem vencedores da proposta terão de esperar pela divulgação dos resultados, cuja data de anúncio ainda não foi revelada.

      A Comissão de Avaliação responsável pela escolha do nome a atribuir à nova ponte era composta por representantes de diversas associações e profissionais convidados pelo Governo, com um total de 19 pessoas. Wong Man Fai foi eleito presidente da Comissão de Avaliação. Os organismos representados incluíram a Associação Comercial de Macau, a União Geral das Associações dos Moradores de Macau, a Federação das Associações dos Operários de Macau, a Associação Geral das Mulheres de Macau, a Associação de Educação de Macau, a Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, a Associação Geral de Estudantes Chong Wa de Macau, a Associação dos Trabalhadores da Comunicação Social de Macau, a Associação dos Arquitectos de Macau, a Associação dos Engenheiros de Macau, a Associação Budista Geral de Macau, a Associação Católica Cultural de Macau, e ainda Wong Man Fai, Carlos Marreiros, Chan Hou Seng, Lok Hei, Ieng Weng Fat,  Miguel de Senna Fernandes e Lio Chi Heng.

      Esta não é a primeira vez que uma ponte é ‘baptizada’ pelo público: a ponte Sai Van, a última ponte Macau-Taipa a ser inaugurada, em Janeiro de 2005, recebeu o seu nome de entre mais de mil sugestões. O nome Sai Van refere-se aos lagos Sai Van, zona da península de Macau onde a ponte ‘desagua’. As outras duas pontes são a Ponte da Amizade, inaugurada em 1994, remetendo para a ligação à Avenida da Amizade, e a primeira ponte a ser construída em Macau, em 1974, também conhecida como ponte velha, que tem o nome Ponte Governador Nobre de Carvalho, em homenagem ao governante português da época.

      A construção da quarta ponte começou em Março de 2020, e com o prazo de execução inicial até Janeiro de 2024, prazo que teve de ser estendido até ao segundo trimestre devido a atrasos de 88 dias úteis na construção, por influência da pandemia. A ponte irá ligar a Zona A dos Novos Aterros, a Este da península de Macau, à Zona E1, dos aterros da Nova Zona Urbana, perto do Terminal Marítimo da Taipa. Recorde-se que a parte principal da ponte tem cerca de 3,1 quilómetros de comprimento total, tendo um troço sobre o mar de cerca de 2,9 quilómetros de comprimento. A estrada da linha principal da ponte possui oito faixas de rodagem nos dois sentidos, com as duas faixas de rodagem centrais reservadas como via especial para ciclomotores e motociclos.

      De acordo com as informações divulgadas no portal da DSOP, o custo total da construção da ponte e das redes rodoviárias de ligação circundantes ultrapassa os 7,1 mil milhões de patacas. Lam Wai Hou, director da DSOP, afirmou ainda que a abertura da quarta ponte poderá desviar 28% do fluxo de tráfego das três pontes existentes. Um outro representante da DSOP indicou numa conferência de imprensa na passada sexta-feira que 85% da ponte já está concluída.