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      Porto Interior e estaleiros de Lai Chi Vun deveriam servir para promover cultura piscatória, diz deputado

      O deputado Leong Sun Iok quer saber que projectos estão a ser desenvolvidos em concreto através dos apoios financeiros da DSAMA para promoção da cultura da pesca de Macau. Zonas piscatórias históricas como o Porto Interior ou os estaleiros Lai Chi Vun, a seu ver, deveriam ter iniciativas de divulgação destas tradições em colaboração com associações locais de pescadores, e não serem apenas usadas para actividades de lazer geral.

       

      O “Plano de apoio financeiro às actividades referentes à promoção da cultura da pesca de Macau” lançado recentemente pela Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA) foi criado com o intuito de patrocinar actividades sobre a cultura e história da pesca de Macau. Este plano seria feito em coordenação com a “comunidade de pescadores”, dando-se fundos de no máximo 710 mil patacas para que estas associações de pescadores pudessem criar “passeios marítimos a bordo de uma embarcação de pesca”.

      Para o deputado Leong Sun Iok, no entanto, tal iniciativa revelou-se insipiente. Em interpelação, o representante da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) diz que as “actividades subsidiadas ao abrigo do regime limitam-se a experiências com embarcações de pesca”, e que a promoção e a transmissão da cultura piscatória da cidade “podem ser realizadas sob qualquer forma”, e não apenas em passeios de barcos.

      Na mesma interpelação, Leong Sun Iok quis saber que projectos de financiamento foram até à data aprovados pelas autoridades, e em que situação se encontra a participação das associações locais no referido Plano. O deputado expressou, por outro lado, o seu desejo que este plano se torne mais flexível de modo a incentivar as organizações de pescadores a cooperar com as indústrias culturais e criativas, como se tem vindo a defender através de conceitos como “Turismo+”, lembrou.

      Paralelamente, recordou, existe desde o ano passado um mecanismo que permite que as associações ou empresas desportivas e culturais da cidade enviem projectos por email para o Instituto Cultural (IC) que, em colaboração com o Instituto do Desporto (ID), depois os reencaminha para as empresas de turismo e lazer integrado. Depois de analisarem os projectos, as concessionárias decidem que forma de apoio podem conceder a estas iniciativas consoante as respectivas “considerações comerciais” e pertinência dos projectos. O deputado destacou este programa para referir que na fase inicial de qualquer programa de promoção cultural, é “difícil gerar receitas” ou comercializar estas iniciativas, contudo, “o impacto da promoção cultural” é inestimável. Leong Sun Iok sustentou que, já que as autoridades estão focadas na revitalização das zonas do estaleiro de Lai Chi Vun e do Porto Interior, que são historicamente associadas à cultura da pesca e actividades navais, se devia “considerar a possibilidade de promover a cooperação entre empresas e grupos comunitários como os de pescadores e os construtores navais, de modo a aprofundar o conteúdo da zona histórica”.

      A indústria das pescas, recordou o deputado da FAOM, foi um dos pilares das indústrias de Macau e, ao longo dos tempos, a relação entre a indústria das pescas e as suas crenças, características arquitectónicas e costumes sociais da população local, fizeram desta cultura uma parte integrante dos valores sociais da cidade. Fica então por celebrar e dignificar os espaços onde esta cultura nasceu, como é o caso do Porto Interior ou dos estaleiros em Coloane, que, por enquanto, servem apenas para albergar iniciativas “de lazer e parques culturais e criativos com características e atracções especiais”, lembrou.