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      PJ alerta para risco de furtos em residência durante Ano Novo Lunar

      A Polícia Judiciária lançou um alerta para a prevenção de furtos em residência, tendo em conta que o período do Ano Novo Chinês é considerado uma época de alta incidência para esse tipo de crime. O organismo policial detectou no ano passado 35 casos de furtos praticados em casa, enquanto no ano anterior foram oito casos. Por outro lado, a Operação Preventiva do Inverno levou, desde final de Janeiro, mais de 800 indivíduos à esquadra para investigação.

       

      O território registou 35 casos de furtos em residência no ano passado, o que traduz um aumento significativo de mais de quatro vezes em termos anuais, em comparação com um total de oito inquéritos instaurados relativos a furto em residência em 2022.

      Segundo dados oficiais, o número do ano passado foi o mais elevado desde a pandemia, face aos 31 casos homólogos em 2021 e 29 casos em 2020. A incidência dos furtos praticados mediante introdução em habitação mostra uma tendência de crescimento e de se aproximar ao nível pré-pandémico, recordando que foram 48 casos em 2019 e 55 em 2018.

      A Polícia Judiciária (PJ) afirmou que os furtos praticados mediante entrada em habitação no ano passado resultaram numa perda de bens avaliados em 4,4 milhões de patacas. Foram detectados ainda 50 casos de furtos em lojas ou edifícios comerciais, que levaram a um prejuízo total de cinco milhões de patacas.

      Tang Kam Va, chefe do Departamento de Investigação de Crimes relacionados com o Jogo e Económicos da PJ, salientou assim que o montante envolvido em cada caso é muito elevado, com uma média de prejuízos de 100 mil patacas. “É proveitoso os residentes pensarem se há mesmo necessidade de guardar muito dinheiro em casa. Se sim, convém usar um cofre para guardar os bens valiosos”, disse.

      No Fórum Macau, programa matutino do canal chinês da Rádio Macau, o representante da PJ lançou o alerta para o risco de furtos praticados em fracções residenciais durante o Ano Novo Lunar. “Durante os feriados do Festival da Primavera, muitos residentes vão viajar ou visitar os familiares no interior da China, e os ladrões podem aproveitar a oportunidade para praticar crimes”, observou.

      Tang Kam Va indicou que há várias ocasiões em que os criminosos têm mais facilidades para praticar furtos em residência, quando a casa não está bem trancada, o prédio residencial não tem porta bem fechada, ou o segurança do prédio está ausente. Nesse sentido, a PJ apela para que os cidadãos estejam atentos a entradas de estranhos no seu prédio e “mantenham uma boa comunicação com o porteiro”.

       

      OITO CASOS DE IMIGRAÇÃO ILEGAL EM JANEIRO

       

      Os Serviços de Alfândega (SA), que também estiveram representados no programa, asseguraram que vão reforçar as inspecções alfandegárias a mercadorias importadas, a fim de impedir a entrada de animais e plantas não inspeccionadas, de fogo de artifício e de outros artigos controlados.

      A Alfândega registou oito casos de imigração ilegal no mês passado, cinco dos quais foram detectados através do sistema de vigilância. Segundo revelou Chan Weng Hei, chefe substituto do Departamento de Inspecção Marítima dos SA, o ano passado totalizou 68 casos de imigração ilegal, que usaram principalmente barcos sem licença e também iates como meio de transporte.

      Em relação à Operação Preventiva do Inverno, que teve início no final de Janeiro, as autoridades mobilizaram 3.900 agentes policiais, tendo realizado 330 operações policiais. O chefe funcional do Centro de Planeamento de Operações dos Serviços de Polícia Unitários, Ma Ka Koi, destacou que, durante as operações, 13.800 indivíduos foram sujeitos a identificação, dos quais mais de 800 pessoas foram conduzidas à polícia para efeitos de averiguação. Entre esses indivíduos, 202 estavam envolvidos em actividades de câmbio ilegal, 14 em prostituição, e 220 por suspeitas de crimes como burla, furto e usura. Mais de 130 foram acusados por infracções administrativas por violação da Lei do Comércio Externo, na sequência de contrabando e comércio paralelo.