DSOP defende que concursos e fiscalização do Metro Ligeiro foram “significativamente melhorados”

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As autoridades de Macau asseguram que os trabalhos e mecanismo do projecto do Metro Ligeiro “foram significativamente melhorados” desde o primeiro concurso em 2009, dado que a fiscalização e a vistoria estão mais rigorosas. Com a aproximação do termo do contrato de serviço com a MTR, os Serviços de Obras Públicas dizem que a Sociedade do Metro Ligeiro de Macau está a assumir gradualmente as actividades da operação do Metro Ligeiro, com foco na formação de pessoal local, para que o futuro funcionamento seja estável.

 

Em reacção a uma interpelação escrita do deputado Si Ka Lon, que criticou a falta de fiscalização no projecto do Metro Ligeiro por parte do antigo Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes, bem como a passividade na divulgação de informação sobre avarias, a Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) defende que “foram significativamente melhorados” os mecanismos actualmente para concurso, contrato, fiscalização ou vistoria e recepção, em comparação com os adoptados há 15 anos no primeiro concurso do Metro Ligeiro, em 2009.

Sam Weng Chon, director substituto da DSOP, detalhou os trabalhos de melhorias em resposta à interpelação, salientando que, nos últimos anos, foi contratada já na fase de elaboração do projecto uma entidade terceira independente para proceder à apreciação do projecto. Um outro avanço é o procedimento à ampla fiscalização em termos de gestão de projecto, prazo e orçamento durante a execução de obras, em colaboração com as entidades responsáveis pela gestão de projecto e pela medição de trabalhos e materiais. O organismo revelou ainda que os graus de rigor e de pormenorização dos procedimentos de vistoria e recepção “foram continuamente elevados”.

“Tanto no então Gabinete para o Desenvolvimento de Infra-estruturas como na actual Direcção dos Serviços de Obras Públicas, as experiências adquiridas têm sido analisadas, de forma a aperfeiçoar constantemente os trabalhos e mecanismos dos projectos de infra-estruturas de grande envergadura”, indicou.

Na mesma linha, Sam Weng Chon reiterou que foram utilizados cabos com padrões mais elevados nas obras de extensões das linhas da Barra, de Seac Pai Van e de Hengqin, tendo aumentado o número de itens sujeitos à inspecção aleatória, o que será feito igualmente nas futuras obras para a Linha Leste do Metro Ligeiro. O Executivo acredita que assim se poderá evitar a ocorrência de casos de acidentes da operação, como acontecia na Linha da Taipa.

O deputado Si Ka Lon referiu estar atento também ao fim do contrato entre o Governo e a MTR sobre os serviços de operação e manutenção da Linha da Taipa do Metro Ligeiro, cujo valor de adjudicação foi de 5,88 mil milhões para 80 meses, ou seja, de 7,35 milhões por mês. O referido contrato vai expirar no final deste ano.

A Sociedade do Metro Ligeiro de Macau (MLM) está a assumir gradualmente as actividades exercidas pela equipa de operação da MTR, de acordo com a informação avançada pela DSOP. “A MLM continua a empenhar-se nos trabalhos de transferência e transição e a criar, de forma gradual, uma equipa profissional local de operação do transporte sobre carris”, realçou. Nesse sentido, a empresa vai “prestar maior atenção à formação de pessoal local”, com o intuito de reforçar a colaboração e as experiências da equipa, aumentar as capacidades dos trabalhadores e criar mais oportunidades de ascensão profissional, em prol da garantia da segurança e estabilidade do serviço do Metro Ligeiro.

Na resposta, a DSOP voltou a afastar a alegada falta de documentos sobre o Metro Ligeiro durante a transferência de informação quando o Gabinete para as Infra-estruturas de Transportes (GIT) foi extinto a 1 de Outubro de 2019. “Todos os documentos relativos às obras da responsabilidade desse Gabinete foram gravados num disco rígido, que foi entregue ao anterior GDI (actual DSOP), não tendo ocorrido qualquer deficiência na entrega de documentos”, afirmou. Segundo Si Ka Lon, um relatório publicado pelo Comissariado da Auditoria indicou a “falta de uma lista de verificação dos documentos transferidos” nessa altura.