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      Início Sociedade Três quartos das zonas florestais atingidas pelo tufão Hato já foram recuperados

      Três quartos das zonas florestais atingidas pelo tufão Hato já foram recuperados

      O deputado Leong Sun Iok interpelou as autoridades sobre o plano de reflorestação de Coloane que foi lançado depois dos estragos provocados pelo tufão Hato. Dos 120 hectares que estavam previstos serem recuperados entre 2021 e 2024, já se conseguiram completar 85 hectares, com 80 mil mudas plantadas, avançou o presidente do IAM, José Tavares.

       

      Iniciada em 2021, e com conclusão prevista para este ano, a segunda fase do plano de recuperação florestal levada a cabo pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) já está praticamente concluída: até ao fim do ano passado, 80 mil mudas foram plantadas, com 85 hectares de floresta em Coloane a terem sido recuperados após os estragos provocados pelo tufão Hato, e também por trepadeiras e espécies invasoras. Agora, faltam apenas mais 43 mil mudas de árvores e 35 hectares para completar a reflorestação dos 120 hectares previstos para 2024.

      O ponto de situação do programa de recuperação das florestas de Coloane foi avançado pelo presidente do IAM, José Tavares, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Sun Iok, onde este pedia esclarecimentos quanto ao referido plano. Segundo o responsável, já há alguns anos que vários bosques de Macau ficaram cobertos por trepadeiras, o que prejudicou gravemente o crescimento de outras plantas. Para além da remoção destas trepadeiras, as equipas do IAM têm procedido à introdução de espécies nativas das zonas rurais do Sul da China, seguindo o que foi planeado em conjunto com especialistas do Instituto de Ciências Florestais da Província de Guangdong. As zonas que estão sob alvo de reflorestação compreendem os bosques dos dois lados da Estrada Militar de Coloane, no lado sul da Barragem de Hác-Sá e em Long Chao Kok. O deputado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) quis saber quais são os planos de prevenção de reincidência das espécies exóticas invasoras, mas José Tavares não se referiu a esse detalhe na sua resposta.

      Outro dos pontos abordados foi o do futuro sistema pedonal de Coloane, com Leong Sun Iok a querer saber que formas de divulgação estão previstas para estes futuros percursos ambientais junto dos turistas e residentes. José Tavares não falou sobre planos de promoção, mas revelou que os trilhos que percorrem toda a ilha de Coloane, ligando “os principais pontos turísticos da ilha”, tais como a vila de Coloane, a Praia de Cheoc Van, a Praia de Hac Sá e o Parque de Merendas da Barragem de Hác-Sá”, estão a ser reorganizados, procedendo-se a uma optimização de equipamentos como passeios de madeira, escadarias e miradouros, para além de se estar a aperfeiçoar as placas explicativas com detalhes científicos. Para que se crie “um confortável ambiente de lazer para os cidadãos e turistas caminharem na natureza”, o IAM vai ainda introduzir diversas espécies de “flores ornamentais, folhas coloridas e árvores de fruto ornamentais” durante os trabalhos de reflorestação, acrescentou José Tavares.

      Por fim, o deputado da FAOM quis saber como está a ser desenvolvida a parceria entre Macau, Guangdong e Hong Kong em matéria ambiental, ao que o presidente do IAM retorquiu que, segundo a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), estão em curso diversos programas de prevenção e controlo conjunto da poluição atmosférica regional, gestão de resíduos, entre outros, e que o IAM, para além de continuar a cooperar com as entidades de investigação científica da Grande Baía no âmbito da conservação de árvores antigas e recuperação florestal, desenvolveu também projectos de cooperação como a “Estação de observação e estudo do ecossistema da faixa costeira tropical e subtropical”, a “Pesquisa sobre a biodiversidade na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau” e o “Mecanismo de comunicação de informações sobre golfinhos brancos chineses entre Guangdong, Hong Kong e Macau”.