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      Sugerida construção de parque temático com elementos portugueses e chineses no Jockey Club

      Com a rescisão do contrato com o Jockey Club, o Governo vai recuperar o terreno que até aqui servia para realizar corridas de cavalos. Aquando do anúncio do fim do Jockey Club, André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, disse que o Governo ainda vai pensar o que fazer com aquele terreno, mas já começam a surgir sugestões. A Associação Económica de Macau espera que o espaço seja usado para a construção de um parque temático com elementos portugueses e chineses.

       

      Agora que o Governo vai recuperar o terreno onde está o Jockey Club, a Associação Económica de Macau disse esperar que o Executivo construa um parque temático no local. Henry Lei, vice-presidente da associação, disse ao Jornal Ou Mun que esse parque podia ter elementos culturais chineses e também portugueses.

      Recorde-se que na segunda-feira foi anunciada a rescisão do contrato com Companhia de Corridas de Cavalos de Macau, a pedido da própria empresa. O contrato rescinde oficialmente a 1 de Abril, mas o Jockey Club terá mais um ano após essa data para tratar da situação dos seus trabalhadores e para se desfazer dos cavalos. Na conferência de imprensa, André Cheong, secretário para a Administração e Justiça, pôs de lado a hipótese do lançamento de um novo concurso para que outra companhia pudesse explorar corridas de cavalo naquele espaço no futuro. Também foi excluída a possibilidade de se construir casinos no local. O Governo vai depois analisar qual a finalidade do terreno que irá reverter para a RAEM.

      A Associação Económica de Macau propõe, então, que, de acordo com o Plano Director da cidade, aquela zona se transforme num ponto turístico e de entretenimento, podendo ser considerada a construção do tal “parque temático com características culturais chinesas e portuguesas”, o que faria com que se “diferenciasse das regiões vizinhas”. O Plano Director de Macau define aquela zona onde actualmente opera o Jockey Club como uma área de turismo e lazer, que deverá ter como finalidade dar condições ao desenvolvimento de Macau enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer.

      Na opinião de Henry Lei, este parque temático iria combinar com a zona envolvente, com instalações de entretenimento, hotéis e instalações desportivas. O economista assinalou que “Macau é uma ponte cultural entre o Oriente e o Ocidente, onde as culturas oriental e ocidental estão integradas e as culturas tradicional e moderna se misturam”, por isso, um parque temático deste género poderia marcar a diferença de Macau em relação às regiões vizinhas e, além disso, “fazer com que Macau desempenhasse o papel de base de intercâmbio cultural”.

       

      Deputados preocupados com despedimentos

       

      Após o anúncio da rescisão do contrato, que fará com que 570 pessoas fiquem sem trabalho, os deputados ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Lam Lon Wai e Lei Chan U, alertaram para os direitos laborais dos funcionários e pediram que as autoridades salvaguardem os seus direitos e interesses laborais. Em comunicado, os deputados dizem esperar que o Governo acompanhe de perto a questão com o Jockey Club e comunique com os trabalhadores o mais rapidamente possível, “para que, para além de proceder às indemnizações necessárias nos termos da lei, as autoridades possam também providenciar a reencaminhamento dos trabalhadores para outros postos de trabalho, com base nas suas funções e experiência, etc., de modo a que os trabalhadores sejam, na medida do possível, absorvidos noutros postos adequados, e que a questão seja tratada de forma adequada, a fim de minimizar o impacto sobre os trabalhadores”. Nick Lei, deputado que é também presidente da associação Aliança de Povo de Instituição de Macau, também instou as autoridades a fiscalizar a empresa a fim de garantir que são cumpridas as suas obrigações laborais aquando da cessação dos contratos dos trabalhadores. Na conferência de imprensa de segunda-feira, o Governo garantiu que alguns vão ser integrados noutras empresas do grupo e outros serão despedidos, sendo que a empresa se comprometeu a tratar, de forma adequada e de acordo com a lei, dos assuntos relativos aos direitos e interesses laborais dos trabalhadores afectados. A Companhia de Corridas de Cavalos de Macau tem até 31 de Março para resolver a situação dos trabalhadores.

       

      Anima alerta para situação dos cavalos e também dos gatos vadios que se encontram no local

       

      A Anima – Sociedade Protectora dos Animais de Macau também reagiu ao encerramento do Jockey Club, alertando para o futuro dos 289 cavalos que estão à guarda da empresa. Segundo o Governo, esses cavalos vão ser enviados para o interior da China, sendo que já há contactos com entidades interessadas em receber os animais. O Executivo deu à empresa um ano para tratar do assunto. Ao portal All In, Zoey Tang, presidente da comissão executiva da Anima, mostrou-se preocupada com o processo e com a saúde dos animais, salientando que o bem-estar dos cavalos deve ser uma prioridade. A Anima ofereceu-se também para ajudar a agilizar o processo de transferência dos animais para o Continente. Zoey Tang avisou que, depois de os cavalos deixarem de correr e de ser lucrativos, os proprietários poderão não querer ficar com eles e, por isso, o Governo deve preparar-se para lidar também com essa questão. Não são só os cavalos a preocupar a Anima; também os gatos vadios que se encontram nas imediações do Jockey Club são alvo de atenção. Salientando que naquela zona há centenas de gatos vadios – perto de um milhar – Zoey Tang disse que provavelmente a empresa não terá tempo para tratar da situação destes animais em um ano. Por outro lado, a responsável disse que a associação não tem espaço para acolher tantos gatos vadios