Residente de 70 anos detido por fogo posto na sede da Polícia Judiciária e no Ministério Público

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A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem de 70 anos, residente, por suspeitas de fogo-posto junto à porta da sede da PJ e do Ministério Público. O crime foi alegadamente motivado pela insatisfação do suspeito em relação à investigação policial e ao resultado do julgamento de um caso de burla, no qual foi vítima.

De acordo com as autoridades policiais, os dois casos de incêndio tiveram lugar no domingo, pelas 14h25 e pelas 15h06. A informação adiantada ontem na conferência de imprensa da polícia apontou que o suspeito se dirigiu no domingo inicialmente à sede da PJ, e colocou a arder uns papéis manchados com líquido inflamável, tendo posto esse papel ao lado de um carro da polícia estacionado na faixa de rodagem fora do prédio da PJ.

A polícia constatou posteriormente ainda um fogo posto à porta do Ministério Público, tendo o mesmo sido extinto por agentes de segurança. Citado pela Rádio Macau em língua chinesa, o portão metálico e o chão na entrada do Ministério Público ficaram negros devido às chamas. No local foram encontradas toalhas com líquido inflamável.

O suspeito foi identificado e interceptado no mesmo dia, mais de uma hora após os incêndios, no Terminal de Autocarros da Praça das Portas do Cerco. Foram apreendidos na sua posse óleo e um isqueiro.

Às autoridades policiais, o suspeito admitiu ter planeado o fogo posto há muito tempo, e acabou por escolher o domingo para o concretizar uma vez que nesse dia “havia menos agentes de segurança e seria mais fácil” para iniciar o fogo posto.

Quanto à razão de cometer o crime, o indivíduo disse ter perdido 800 mil dólares de Hong Kong num esquema de investimento financeiro, e ficou insatisfeito com a investigação policial e o tratamento do caso por parte do Ministério Público, tendo causado o incêndio como vingança.

Confessou ainda que o seu plano inicial consistia em causar incêndios em mais departamentos governamentais como a esquadra da polícia na Zona Norte, a sede dos Serviços de Alfândega e o Gabinete do Chefe do Executivo.

O detido foi ontem encaminhado para o Ministério Público, podendo ser acusado pelo crime de incêndios, explosões e outras condutas especialmente perigosas.