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      Visitas guiadas virtuais em breve também para os templos de A-Má e Kuan Tai

      O turismo religioso em Macau deveria ser promovido de forma mais eficaz, já que a cidade tem templos com festividades e riquezas culturais tão singulares, defende Ho Ion Sang. Em resposta, Leong Wai Man enumerou as iniciativas que o Instituto Cultural tem desenvolvido nos últimos anos, revelando que as visitas virtuais também vão abranger em breve os templos de A-Má e Kuan Tai.

       

      O serviço online de visitas guiadas de realidade virtual para o Templo de Na Tcha e a Sala de Exposições do Templo de Na Tcha, nas imediações das Ruínas de São Paulo, vai este ano ser expandido para incluir dois templos adicionais: o Templo de A-Má e o Templo de Kuan Tai. O objectivo, referiu a presidente do Instituto Cultural (IC) em resposta a uma interpelação do deputado Ho Ion Sang, é continuar a proporcionar ao público canais diversificados para conhecer os templos de Macau e a sua cultura das festividades.

      O tema da divulgação eficaz dos templos da cidade foi levantado pelo deputado da União Geral das Associações dos Moradores de Macau, que considera que na nossa cidade “os produtos turísticos religiosos não são diversificados, e não são muitos”. Na sua óptica, é necessário ver que “as motivações religiosas dos visitantes podem variar” e que, para além das crenças religiosas, há quem queira visitar um templo apenas para apreciar a arquitectura, e aprender mais sobre a cultura a ele associada. No entanto, embora o valor turístico dos 33 templos classificados como bens imóveis de Macau seja inegável, este valor “não consegue reflectir-se na sua totalidade”. Isto deve-se, acusa o deputado, ao que este classifica como uma “falta de coordenação, de recursos e de instalações perfeitas”, o que leva a que as festividades nos templos não tenham a afluência esperada por parte dos turistas da RAEM. O deputado acredita que o Governo deveria “desempenhar bem o seu papel de coordenação, prestando mais apoio aos templos e construindo uma plataforma de intercâmbio sem obstáculos para a cooperação entre os templos, as comunidades, as escolas, as associações e o sector do turismo”.

      Em resposta ao deputado, a presidente do IC apresentou de forma detalhada as visitas guiadas, materiais didácticos, panfletos informativos, colaboração com as escolas e outras iniciativas que a sua equipa tem procurado desenvolver desde 2021. Entre estes, existem folhetos e colecções de livros como “Património de Macau 2021”, “Património de Macau 2023” e “Património Cultural Intangível de Macau”, e outra produção literária levada a cabo pelo IC que integra a “arquitectura, festividades, crenças e costumes dos templos de Macau”. A responsável quis também destacar os recursos informativos que existem na página electrónica temática do património cultural de Macau, onde é feita a apresentação dos 33 templos classificados como bens imóveis de Macau e 70 manifestações no Inventário do Património Cultural Intangível. Nesta página também está prevista a adição gradual de vídeos de promoção sobre essas manifestações, adiantou ainda a representante do IC, e existe também outra série de vídeos de animação sobre o Património Mundial dos templos chineses.

      Para Leong Wai Man, a colaboração com associações locais na organização de actividades promotoras da cultura folclórica tradicional dos templos tem sido produtiva. Destas parcerias resultaram os “Passeios Históricos pelos Templos Chineses” e o Plano Promocional da Marca “Macau no Coração X Crença e Costumes de Na Tcha”, entre outras, recordou, iniciativas que foram criadas para “apoiar a promoção da transmissão e do desenvolvimento das festividades populares e actividades folclóricas tradicionais e, paralelamente, responder à procura do mercado turístico diversificado”.

      Recorde-se que no ano passado a Direcção dos Serviços do Turismo (DST) lançou um programa de apoio financeiro que tem apoiado associações locais na organização de actividades baseadas nos recursos turísticos dos bairros comunitários.

      Quanto à crítica de não haver interacção eficiente com as escolas e universidades no que refere à educação sobre o património cultural dos templos, a mesma aproveitou para relembrar que a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) tem implementado continuamente actividades educacionais nesse sentido, e que nos currículos escolares, através das “exigências das competências académicas básicas”, os alunos aprendem a “matéria” da multiculturalidade de Macau. Nos “Materiais Didácticos da História de Macau” e “Actividades de Descoberta”, do ensino primário, publicados pela DSEDJ, apresentam-se os principais templos e actividades festivas de Macau.