No dia 1 e 2 de Janeiro, o MGM acolheu “Paixão de Buda”, um espectáculo de fusão de música sinfónica, dança e projecções num ecrã led de 28 milhões de pixels. Criado pelo compositor chinês Tan Dun, embaixador de boa vontade da UNESCO e distinguido com diversos prémios de música, o espectáculo foi apresentado pela primeira vez no teatro do MGM, dando início ao novo ano e servindo também para marcar o 75.º aniversário da fundação da República Popular da China e do 25.º aniversário do estabelecimento da RAEM.
Em nota, a MGM referiu que esta foi a primeira vez que se conseguir criar “fusão imersiva de música e tecnologia para apresentar a grandeza do mural de Dunhuang através da digitalização”. Nos espectáculos, Tan Dun, considerado uma das 10 figuras mais importantes da música internacional pela New York Times, subiu ao palco como maestro para animar as danças e instrumentos antigos de Dunhuang, e assim para prestar homenagem ao património cultural intangível chinês. O espectáculo contou ainda com vários intérpretes de instrumentos antigos de Dunhuang e vocalistas internacionais.
A “extravagância musical que mistura na perfeição o Oriente e o Ocidente, o antigo e o moderno, e moderno, dança e música”, referiu ainda a organização, conseguiu cumprir o objetivo de levar os “sons antigos” de Dunhuang, que é “o coração da antiga Rota da Seda”, aos residentes e visitantes de Macau. Para o compositor, a vinda da sua criação à RAEM é um momento “chave”, já que é aqui que as rotas marítimas e terrestres da seda se cruzam com o “pano de fundo cultural diverso de Macau”. Tan Dun referiu ainda que o convite da MGM permitiu que se alargasse “as fronteiras da música e da tecnologia, e alcançar meios inovadores na promoção e preservação da cultura de Dunhuang”.
O maestro Tan Dun dedicou mais de seis anos e fez mais de dez visitas a Dunhuang para criar esta obra-prima musical. Inspirada nos murais da Gruta de Mogao de Dunhuang, a composição é composta por seis actos – “Árvore Bodhi”, “Veado das Nove Cores”,”Mil Braços e Mil Olhos”, “Jardim Zen”, “Sutra do Coração” e “Nirvana” – e é mundialmente conhecida pela sua diversidade de estilos, em que vários cantores, coro e orquestra se harmonizam para apresentar as histórias da Rota da Seda. Enriquecida pelo canto de garganta indígena, soprano indígena tibetano, música e dança de Dunhuang, bem como elementos multimédia, “Paixão de Buda” narra as filosofias orientais retratadas nos murais de Dunhuang em chinês e sânscrito.











