Lista única de Rita Santos vence eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas

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FOTOGRAFIA André Vinagre

Apesar de ainda não haver resultados oficiais, a lista de Rita Santos, que não tinha concorrência, venceu as eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas pelo Círculo da China, Macau, Hong Kong, Tóquio, Seul, Banguecoque e Singapura. Participaram nas eleições 1.953 eleitores, um valor que representa cerca de 4% do número total de portugueses recenseados.

Nas redes sociais, Rita Santos fez ainda referência aos “cerca de um milhar de portugueses que decidiram participar neste acto eleitoral, mas que por razões desconhecidas não puderam exercer o seu direito de voto, porquanto não se encontravam registados nos cadernos eleitorais, apesar de terem participado em eleições anteriores”, situação que garante que vai ser seguida por si e levada ao cônsul-geral português, Alexandre Leitão.

Recorde-se que o Conselho das Comunidades Portuguesas presta apoio não só aos portugueses em Macau, Hong Kong e interior da China, mas também a quem resida no Japão, Tailândia, Coreia do Sul e Singapura, depois de alteração da legislação portuguesa.

Quanto ao programa eleitoral da lista eleita, fica a resolução de continuar a prestar apoio à comunidade portuguesa nas habituais questões das pensões e reformas e outros procedimentos burocráticos. Rita Santos também tenciona continuar a acompanhar de perto a situação de emissão de documentos de nacionalidade portuguesa, um problema que muitos dos votantes no passado domingo referiram como ser da máxima urgência. A conselheira quer ainda continuar a lutar por uma melhoria das condições de remuneração e trabalho dos funcionários do Consulado de Macau.

Além destes quatro objectivos centrais, esta nova lista tem ainda planos de apostar na promoção do ensino da língua portuguesa, dar a apoio a quem procure emprego, e investir ainda em iniciativas que promovam o bem-estar e saúde dos portugueses em Macau. Uma linha orientadora da lista está ligada à comunicação e informação, e outra à sensibilização para uma maior participação política. “Tem de se incentivar mais os portugueses a fazer o recenseamento eleitoral”, defendeu Rita Santos, já que actualmente, apesar de residirem em Macau e Hong Kong aproximadamente entre 140 a 160 mil pessoas, apenas cerca de 50 mil estão inscritos nos cadernos eleitorais.