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      IC quer fazer da Rua da Felicidade uma zona de bares e de vida nocturna

       

      Leong Wai Man e restantes membros do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural estão a considerar a possibilidade de transformar a zona pedonal da Rua da Felicidade numa “feira nocturna”, com bares abertos até à 1h da manhã, mas apenas se esta iniciativa alcançar os resultados esperados de turismo e economia nocturna.

       

      A questão da falta de espaços de animação nocturna esteve em foco na 1.ª Reunião Plenária de 2024 do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural, que decorreu ontem no Centro Cultural de Macau (CCM). Do encontro entre Leong Wai Man, presidente substituta, e restantes membros, ficou consolidada a possibilidade de fazer da Rua da Felicidade uma “feira nocturna”, com estabelecimentos abertos até à 1 da manhã. “Neste momento ainda há falta de um espaço para as pessoas poderem desfrutar da noite. Onde poderá ser o melhor local para beber uns copos com os amigos à noite e as pessoas se divertirem um bocado?”, referiram membros presentes na reunião. Outros destacaram como exemplo cidades como Xangai, Pequim, Cantão ou Zhuhai, onde existem ruas que foram organizadas para servirem como ruas de bares. “É uma ideia que gostaríamos de desenvolver”, acrescentou o porta-voz do Conselho Consultivo.

      Depois de ouvirem as “muitas opiniões” dos membros presentes na reunião, que contou com a presença de Carlos Marreiros e Miguel de Senna Fernandes, membros deste Conselho, avançou-se então com a possibilidade da Rua da Felicidade, já que esta faz parte do programa de revitalização dos bairros antigos e já funciona como zona pedonal durante o período nocturno. “Queremos aproveitar esta revitalização para criar mais condições de desenvolver esta feira nocturna, para atrair mais turistas, e terem experiências em diferentes zonas de Macau, como já tomámos referência de outras cidades”, acrescentou.

      De acordo com a presidente do Instituto Cultural (IC), a ideia inicial de fazer da Rua da Felicidade uma zona nocturna, aliás, não é nova. “Quando pensámos nas horas de proibição de trânsito, era neste sentido, de usar a Rua da Felicidade como um espaço para a vida nocturna, para as pessoas poderem ir desfrutar de uma zona bonita de Macau, mas será que o resultado é aquilo que nós esperamos? Nós queremos que o consumo nocturno possa ser estimulado”, acautelou, sem avançar mais detalhes do plano.

       

      NOITES DE FADO ADIADAS

       

      Outro dos temas que estiveram em debate na reunião foi a necessidade de se investir na divulgação da gastronomia típica da cidade, em particular dos pratos tradicionais do festejo do ano novo chinês. Debateu-se também a possibilidade de se associar esta promoção gastronómica a outras actividades previstas para o início do ano, como as Noites de Fado, “para aproveitar ao máximo o local” de realização destas noites. As Noites de Fado no Teatro D. Pedro V, recorde-se, estavam previstas para decorrer entre os dias 19 de Janeiro e 11 de Fevereiro e iriam contar com a presença dos fadistas Tiago Correia e Bárbara Santos, mas o programa acabou por não ser lançado nas datas previstas. Não avançando nenhuma justificação particular para o adiamento das Noites de Fado, Leong Wai Man esclareceu aos jornalistas presentes que logo que for possível, informações actualizadas sobre as novas datas serão partilhadas na página electrónica do IC.

      Para além das questões acima referidas, a reunião do Conselho Consultivo para o Desenvolvimento Cultural teve como ordem de trabalhos a consideração de pedidos de reconhecimento de pessoas colectivas, e a apresentação de actividades artísticas e culturais previstas para este primeiro trimestre. Nelas se incluem as referidas Noites de Fado, o Desfile Internacional de Macau, o 1.º Festival de Curtas Metragens de Macau, e as actividades “Vamos Celebrar o Ano Novo Lunar do Dragão”. Estas últimas incluem uma série de workshops de criação de papéis votivos e outras instalações decorativas em locais como museus, o CCM, a Casa do Mandarim, ou a Fortaleza do Monte. As províncias de Chengdu e a de Xangai vão também trazer grupos a Macau para actuar em pontos diferentes da cidade, e fazem também parte destas celebrações os conhecidos concertos da Orquestra de Macau e da Orquestra Chinesa. “No contexto da revitalização dos bairros antigos, estamos a contar com a colaboração das empresas de lazer integrado e vamos proporcionar mais espaços para os grupos performativos poderem aí fazer as suas performances”, acrescentou ainda Leong Wai Man.