De acordo com os Serviços de Saúde, o cancro do colo do útero ocupa o sétimo lugar dos cancros mais comuns entre as mulheres locais, e a taxa de incidência estandardizada dessa doença situa-se em 6,6 pessoas por 100 mil habitantes nos últimos cinco anos. Dados recentes indicam que há em Macau por volta de 32 casos novos por ano e 12 casos de morte pelo cancro do colo do útero. Segundo os Serviços de Saúde, as taxas de incidência e de mortalidade relevantes registaram uma diminuição, de 30% e 8%, respectivamente.
O cancro do colo do útero é uma das doenças cancerígenas mais comuns entre as mulheres de Macau, registando-se cerca de 32 novos casos por ano durante os últimos cinco anos e 12 casos de morte. Segundo o relatório anual do registo de cancro dos Serviços de Saúde de Macau (SSM), entre 2017 e 2021, o número de novos casos registados de cancro variou entre 20 e 38 casos por ano, sendo os 20 casos registados em 2019 o valor mais baixo na última década.
Os dados oficiais adiantam que a taxa de incidência estandardizada do cancro do colo do útero é de 6,6 pessoas por 100 mil habitantes nos últimos anos. Entretanto, a ocorrência e a fatalidade registaram uma tendência de diminuição no território. “A taxa de incidência do cancro invasivo do colo do útero em Macau diminuiu cerca de 30%, em comparação com antes de 2011, e a taxa de mortalidade diminuiu 8%”, garantem os SSM.
Comemora-se hoje o Dia Mundial de Acção para Eliminação do Cancro do Colo do Útero, com a finalidade de promover a vacinação e a realização de rastreios regulares contra o cancro do colo do útero.
Em declarações ao Jornal Ou Mun, Chou Mei Fong, directora do Centro de Saúde de Areia Preta, o cancro do colo do útero é o quarto tipo de cancro mais comum entre as mulheres no mundo, com cerca de 600 mil novos casos e 320 mil mortes por ano, sendo também o sétimo tipo de cancro mais comum entre as mulheres em Macau.
“A Organização Mundial da Saúde define que o cancro do colo do útero é uma doença que pode ser prevenida, e que as medidas mais eficazes de prevenção são a administração de vacina contra o Vírus do Papiloma Humano (HPV), bem como o rastreio regular”, disse.
A médica referiu que os SSM começaram a realizar regularmente, a partir de 1985, a citologia cervical, ou seja, o teste de Papanicolau, às mulheres com experiência sexual em Macau. Segundo a mesma, desde 2019, com base no teste de Papanicolau original, foi prestado o serviço de teste do HPV-ADN de alto risco às mulheres com idade igual ou superior a 30 anos, para melhorar a eficiência e a sensibilidade do rastreio.
“Desde 2009 até à presente data, registou-se um total de 1,65 milhões de pessoas que utilizaram o serviço de rastreio do cancro do colo do útero”, afirmou Chou Mei Fong.
Os SSM explicam que o cancro do colo do útero é um tumor maligno que se desenvolve no colo do útero que tem origem em células cervicais anormais. Todavia, a maioria das células cervicais anormais pode ser reparada por si própria, e apenas um pequeno número de células anormais, afectadas por uma série de factores de risco persistentes, pode evoluir para cancro ao longo de anos ou décadas. O HPV é a única causa conhecida, até ao momento, do cancro do colo do útero, e quase cem por cento dos cancros do colo do útero estão associados a infecção persistente por HPV de alto risco.
Wong Kam Weng, médica de ginecologia e obstetrícia do Centro Hospitalar Conde de São Januário, alerta que o cancro do colo do útero não apresenta geralmente sintomas óbvios na fase inicial, mas na fase avançada podem ocorrer hemorragias vaginais anormais e dores pélvicas. “Os sintomas iniciais não são óbvios, portanto, o rastreio é muito importante. Se se verificar algo anormal, os casos serão transferidos para a consulta da especialidade para serem examinadas e tratadas”, indicou.
A representante apontou ainda que algumas instituições médicas sem fins lucrativos estão a cooperar com o Governo para prestar serviços de rastreio fora do horário de expediente, para que mais mulheres trabalhadoras possam ser beneficiadas. O centro médico da Associação Geral das Mulheres atendeu mais de 80 mil mulheres no rastreio, enquanto que no centro médico da Federação das Associações dos Operários foram detectados, em média, cerca de 40 casos por ano com resultados anormais nos testes, o que representa 9% do número total de casos em Macau.











