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      InícioSociedadeAcadémico da UM publica livro sobre regulação da inteligência artificial  

      Académico da UM publica livro sobre regulação da inteligência artificial  

      Direito

      O professor austríaco Rostam J. Neuwirth, chefe do departamento de Estudos Jurídicos Globais da Faculdade de Direito da Universidade de Macau (UM), publicou um novo livro intitulado ‘The EU Artificial Intelligence Act: Regulating Subliminal AI Systems’, anunciou ontem a instituição de ensino superior, em nota de imprensa.

      Ao explorar questões legais, éticas e científicas relacionadas à inteligência artificial (IA), o livro, com chancela da editora britânica Routledge, visa mostrar como questões cognitivas, tecnológicas e jurídicas estão intrinsecamente entrelaçadas e estimular um debate global transdisciplinar e transnacional entre estudantes, académicos, profissionais, formuladores de políticas e cidadãos.

      A nova obra de Neuwirth discute questões não apenas no Direito, mas também em disciplinas como Ciência da Computação, Neurociência, Sociologia, Ciência Política, Marketing e Psicologia. O autor contextualiza a futura regulação da IA ​​conforme proposta pela União Europeia, abordando especificamente os desafios regulatórios relacionados à proibição planeada do uso de sistemas de IA que empregam técnicas subliminares para manipular a mente humana e alterar o comportamento humano. A percepção subliminar geralmente refere-se à percepção recebida abaixo do limiar da consciência, como imagens que piscam rapidamente diante dos olhos ou música de fundo embutida com mensagens ocultas, e esses estímulos externos podem afectar as pessoas sem que elas percebam.

      A esse respeito, o austríaco destaca que a convergência da IA ​​com várias tecnologias relacionadas, como interfaces cérebro-computador, ressonância magnética funcional, robótica e ‘big data’, já permite a ‘leitura da mente’ ou ‘hacking de sonhos’ através do cérebro ‘spyware’, bem como outras práticas que interferem na cognição e no direito à liberdade de pensamento. Neuwirth adverte que as inovações futuras aumentarão as possibilidades de manipulação de pensamentos e comportamentos e de causar sérios danos aos indivíduos e à sociedade como um todo. De igual modo, o académico também aborda o conceito de IA como um oximoro ou uma ‘contradição em termos’, conforme descrito em seu livro de 2018 Law in the Time of Oxymora: A Synaesthesia in Language, Logic and Law (publicado pela Routledge), uma vez que permanecem sérias dúvidas se máquinas podem ser consideradas ‘inteligentes’.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau