O Departamento de Português, o Instituto Confúcio e a Biblioteca da Universidade de Macau (UM) coordenaram a realização daquele que foi o “1º Fórum Internacional das Línguas Chinesa e Portuguesa,”, numa estreia que “encerrou com sucesso”, partilhou aquela instituição académica. Mais de 40 estudiosos e académicos oriundos de diversas universidades participaram em intercâmbios académicos que englobaram áreas como literatura, linguística, cultura, tradução, ensino e outras relacionadas com as línguas chinesa e portuguesa. Segundo o comunicado da UM, os participantes convidados manifestaram o desejo de que este venha a estabelecer uma plataforma mais ampla para o fomento de intercâmbios em várias áreas entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
Durante a cerimónia de abertura, o “Prémio Académico Henrique de Senna Fernandes para as Melhores Teses” referente aos anos lectivos de 2021/2022 e 2022/2023 foi atribuído pela primeira vez às três melhores teses de doutoramento do Departamento Português da UM e também à melhor tese de mestrado em língua portuguesa da Faculdade de Direito.
Este prémio, cuja atribuição ocorreu em comemoração ao 100.º aniversário do nascimento do escritor macaense, contou com o financiamento da Fundação para o Desenvolvimento da UM. A cerimónia ainda incluiu uma homenagem a Maria José Grosso, antiga professora das Universidades de Lisboa e Macau, através da oferta dum livro com mensagens de vários colegas para agradecer por todo o seu contributo para o Ensino do Português, em Portugal, Macau, interior da China e no resto do mundo. O fórum encerrou com o lançamento do livro “Os Ovos de Ouro”, da autoria de Anabela Leal de Barros, professora na Universidade do Minho. Este livro utiliza a agricultura como exemplo para oferecer uma representação vívida e realista do desenvolvimento e da situação actual da plantação de café, das pescas, da criação de animais e de outras indústrias em Timor-Leste. Este tipo de iniciativa “proporciona uma base rica e autêntica para o intercâmbio cultural entre a China e os países e regiões de língua portuguesa”, defendeu a universidade.











