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      “Passeios com História” com Cândido Azevedo voltam depois de três anos de pausa  

      Desde 2017 que a Fundação Rui Cunha organiza os “Passeios com História”, um programa gratuito de visitas guiadas “à História e Património da Cidade de Macau dos séculos XVI a XIX”, pela mão de Cândido Azevedo, antigo residente do território e professor de História. Estivemos à conversa com o especialista da “história e estóriazinhas” da cidade antiga, que está de visita ao território para a 4.ª edição deste “circuito das cidades cristã e chinesa na Macau dos séculos XVI a XIX”.

       

      “O passeio consta de duas partes”, começou por esclarecer Cândido Azevedo, o responsável pelos “Passeios com História”, uma série de visitas guiadas da Área dos Apoios Socioculturais e Filantrópicos da Fundação Rui Cunha agendadas para 4, 5, 11 e 12 de Novembro, fins de semana, às 9h30. “Uma primeira parte é no auditório da Fundação Rui Cunha, com a projecção de slides que mostra aspectos de Macau que não vamos visitar, como, por exemplo, o Tap Seac, que em chinês quer dizer ‘pedras enormes’”.

      Depois, “então aí vamos passear” pela cidade cristã e pela cidade chinesa: “saímos da Fundação Rui Cunha, subimos a ladeira até à Sé, depois vai-se descer para o largo do Leal Senado, de São Domingos, e depois aí começamo-nos a meter ali pela Rua dos Ervanários, e por aí abaixo. Atravessamos a San Ma Lou lá mais para o fim, e subimos depois por trás a Rua da Felicidade, subimos isso tudo por aí acima, subimos ao largo do seminário e descemos para a Avenida da Praia Grande”.

      Ao longo de três horas, indicou a organização na página de promoção da actividade de gratuita, os participantes terão “oportunidade de conhecer as memórias, crenças, práticas quotidianas e saberes das gentes desse tempo, das duas partes da cidade: a cristã e a chinesa”, acrescentando que “ruas, becos, santuários e núcleos museológicos serão objecto desta visita guiada”.

      Ao PONTO FINAL, o professor com 31 anos de Macau recordou como acabou por ter de ser o próprio a “pôr o microfone na boca”. “Eu fui professor, sou formado em História e dei aulas de história de Macau, da civilização chinesa, tudo ligado ao oriente, e, portanto, estudei estes percursos ao pormenor. Na verdade, não era para ser eu o guia, eu era o responsável da Fundação Rui Cunha para estas actividades, só que o professor que era para fazer estes percursos acabou por não o poder fazer, então acabei por ser eu a ter de pôr o microfone na boca e a andar com as pessoas, e saí-me bem. Essas visitas tiveram sempre muita gente”, recordou. Com a pandemia, os passeios ficaram suspensos, e a última vez que se realizaram foi em 2019. Agora, Cândido Azevedo está de regresso para orientar estas visitas, mas não só. “Vou a Macau para uma iniciativa da qual sou fundador, que é o grande encontro de jogos tradicionais portugueses. Este era feito no Tap Seac, depois, o governador na altura pediu para eu o fazer no dia 10 de Junho, e depois com a Lusofonia, passou para esse festival. Portanto, este ano vai haver outra vez, no dia 21 a 23 de Outubro creio, em que estarei a fazer a animação de microfone na mão deste grande encontro de jogos tradicionais portugueses, onde milhares de garrafas de vinho estão para ser oferecidas aos participantes”, acrescentou.

      Perguntámos ao também licenciado em Desporto como gere a questão bilingue, já que no evento na informação divulgada no comunicado e nas redes socias da Fundação Rui Cunha refere-se que este é em Português e Inglês. “O passeio é em Português, mas se houver alguém que se quiser juntar, depois de me referir em Português eu próprio falarei em Inglês para essa pessoa”, esclareceu. Estes passeios habitualmente realizavam-se em Novembro, recordou, “que é a altura do bom tempo”, mas desta vez teve de se conjugar a calendarização com a sua participação na Lusofonia. “Depois, regressarei a Portugal, a não ser que arranje trabalho em Macau. Se arranjar, fico”, brincou. “Quem ficou 31 anos em Macau é porque gosta”.

      Dos planos futuros fica a intenção de voltar a realizar este programa de visitas guiadas regularmente. “Faço isto com gosto porque as pessoas ficam a saber história e estóriazinhas que nunca se imaginou. Por exemplo, a gente passa pela Rua dos Ervanários. Ninguém sabe porque é que tem esse nome. Será que é porque lá vendiam umas ervas para fazer chá? Mentira. Mas isso depois eu direi na altura”.

      As inscrições para os “Passeios com História” podem ser feitas através do telefone 28923288 ou do email .