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      Receitas da restauração e comércio a retalho duplicam em um ano  

      A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), num inquérito relativo aos dados de Junho do sector dos restaurantes e comércio a retalho, revelou que em um ano, a restauração duplicou as suas receitas, com os restaurantes ocidentais e chineses a subirem em, respectivamente, 164,3% e 146,7% o volume de negócios. Num outro dado invulgar avançado pela DSEC, os supermercados em Junho tiveram um decréscimo de 14% em termos anuais, uma quebra que está relacionada com o confinamento epidémico que em Junho do ano anterior afectou a vida dos residentes, e daquele sector, com a corrida desenfreada aos supermercados com receio que os alimentos escasseassem. 

       

      Um inquérito feito à restauração e comércio a retalho revelou que, em Junho, os restaurantes e lojas de venda a retalho do território conseguiu duplicar as receitas arrecadadas há um ano, em Junho de 2022. Os dados apresentados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostraram que o sector da restauração foi o que apresentou um crescimento mais notável, especialmente para os restaurantes ocidentais: o volume de negócios dos restaurantes ocidentais subiu 164,3%, o dos restaurantes chineses, 146,7%, e o dos estabelecimentos de comidas e lojas de sopas de fitas e canjas, 90,1%. Em termos anuais, o comércio a retalho no geral aumentou 80,6%, tendo os negócios das mercadorias de armazéns e quinquilharias, relógios e joalharia, e artigos de couro e o do vestuário para adultos registados aumentos superiores a 100%.

      Curiosamente, o sector dos supermercados registou um decréscimo de 14,2%, um valor fora da norma que se pode explicar pelo facto de há um ano, em Junho de 2022, o território se encontrar numa situação de surto epidémico, e de a maioria dos residentes ter ficado em casa, com várias pessoas a correrem aos supermercados para comprar alimentos no receio de que a situação epidémica piorasse.

      Olhando para os valores comparativos entre Maio e Junho deste ano, o volume de negócios dos supermercados subiu 3%, e da restauração também, em 2%. Os outros sectores apresentaram quedas de 5% neste mês, com o volume de negócios dos produtos cosméticos e de higiene, o dos relógios e joalharia e o dos automóveis a registarem quedas de 16%, 12,5% e de 11,7%, respectivamente.

      O “Inquérito de Conjuntura à Restauração e ao Comércio a Retalho” recolheu entrevistas de 229 amostras do ramo de actividade económica da restauração, e 161 do ramo do comércio a retalho, correspondentes a cerca de 53,5% e 70,6% das respectivas receitas dos ramos em 2019.

      Em relação às expectativas sobre o volume de negócios para o mês de Julho, 36% dos proprietários entrevistados da restauração projectaram que o volume de negócios para Julho do corrente ano crescesse em termos mensais, destacando-se que as proporções dos proprietários dos restaurantes chineses e dos proprietários dos restaurantes japoneses e coreanos foram ambas de 41%. Por seu turno, 19% dos proprietários da restauração anteviram decréscimos mensais no volume de negócios para Julho.

      Relativamente ao comércio a retalho, 31% dos retalhistas entrevistados previram que o volume de negócios para Julho crescesse em termos mensais, realçando-se que as proporções dos retalhistas de artigos de couro e dos retalhistas de produtos cosméticos e de higiene foram de 60% e 36%, respectivamente. Além disso, cerca de 24% dos retalhistas entrevistados anteviram decréscimos mensais no volume de negócios para Julho, realçando-se que a proporção dos vendedores de automóveis atingiu 73%.