À margem de um evento da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), Cheng Wai Tong, subdirector do organismo, afirmou que a segunda metade do ano “será repleta de actividades”. Dos vários programas que habitualmente pontuam o calendário de eventos da cidade, o responsável quis destacar o “Iluminar Macau”, o festival de luz organizado pela DST desde 2015. Este revelou que na edição de 2023, agendada para Dezembro, o tempo de duração do “Iluminar Macau” vai ser estendido, e serão adicionados ainda mais “locais de actuação em todo o território de Macau”. Para já, este é o foco principal da DST, sublinhou. O responsável, quando questionado sobre a possibilidade de se lançar outro espetáculo de drones este ano, não deu certezas. Fazendo referência à época dos tufões e instabilidade do clima, Cheng Wai Tong recordou “que os drones são muito sensíveis”, e que esta não é época adequada para estes subirem aos céus de Macau.
Destacando o Festival de Artes de Macau em Agosto, o Concurso Internacional de Fogo de Artifício em Setembro, as celebrações da Semana Dourada em Outubro, a 70.ª edição do Grande Prémio em Novembro, o “Iluminar Macau” em Dezembro, e ainda os eventos da transferência de soberania e do Natal, o subdirector da DST mostrou-se confiante que o número de visitantes continuará a aumentar no segundo semestre do ano.
Observando que, de acordo com as estatísticas, as excursões de grupo de visitantes do interior da China representam pouco mais de 4% do número total de turistas, Cheng Wai Tong destacou que actualmente a maioria viaja de forma independente, e há muito menos turistas a viajar em grupo. Antes da epidemia, esta fatia do turismo era de 20%, algo que demonstra que o surto epidémico provocou uma alteração nos padrões de viagem dos viajantes, uma alteração que o responsável aceita, e não quer contrariar: “não vamos introduzir quaisquer medidas especiais para aumentar o número de turistas em grupo, e acreditamos que a escolha é do mercado”, vincou.
Entretanto, chegaram ao responsável inúmeras queixas de viajantes sobre experiências de transporte desagradáveis, mas este indicou que as transmitiu à Direcção dos Serviços para Assuntos de Tráfego (DSAT) logo que possível, e acredita que esta direcção já está inteirada da situação.
O dirigente da DST também foi questionado sobre as actuais viagens de barco para a ilha turística de Guishan, e se estava nos planos do Governo aumentar a frequência destas, já que de momento existem apenas duas viagens aos sábados e domingos na Taipa, mas Cheng Wai Tong disse que deixaria à companhia de navegação a decisão de decidir sozinha, tendo em conta a situação do mercado.
Quanto aos visitantes internacionais, o responsável mencionou que a DST vai prosseguir com as “promoções de rua” em países e regiões do Sudeste Asiático e do Nordeste Asiático, participando também em feiras de turismo, e convidando os operadores turísticos daqueles países a visitar Macau.











