Um total de 9.500 residentes candidataram-se ao plano de formação subsidiada no primeiro semestre. O número está a diminuir, segundo a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, dado que melhorou a situação da economia de Macau e as perspectivas do mercado de trabalho. As autoridades realçam que têm vindo a recolher opiniões dos candidatos para que o conteúdo de formação seja de acordo com a evolução social.
A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) revelou que o número de pessoas participantes no Plano de Formação Subsidiada está a mostrar uma tendência de diminuição gradual. O organismo explicou que o fenómeno é o resultado da recuperação progressiva da economia de Macau, bem como da melhoria contínua da situação de emprego dos residentes.
No primeiro semestre deste ano, as candidaturas ao programa de “orientada para o aumento das competências técnicas” e ao programa de formação “orientada para a empregabilidade” foram de cerca de 2.600 e 6.900 pessoas, respectivamente. Os números representam um decréscimo aproximadamente de 52% e 18%, em comparação com o segundo semestre do ano passado.
Wong Chi Hong, director da DSAL, na resposta à interpelação escrita do deputado Lei Chan U, acrescentou que foram concedidos subsídios a mais de 20.900 pessoas, num montante total de cerca de 124 milhões de patacas.
O plano de formação subsidiada foi lançado em 2020, sendo uma medida disponibilizada pelo Governo aos residentes afectados pela epidemia, no aumento das técnicas profissionais e na integração no mercado de trabalho. Segundo as informações da DSAL, o plano de formação subsidiada orientada para o aumento das competências técnicas é destinado aos trabalhadores no activo e profissionais liberais, que podem ser atribuídos com um subsídio de formação de valor máximo de 5.000 patacas, após a conclusão do curso e das provas. O plano de formação subsidiada orientada para a empregabilidade tem como destinatários os desempregados e os recém-licenciados que não sejam trabalhadores, podendo ser atribuídos com um subsídio até 6.656 patacas com a participação no plano.
Lei Chan U, na sua interpelação, questionou sobre o número de inscrições do plano de formação subsidiada. Atendendo ao “alívio das medidas nas fronteiras”, à melhoria da taxa de desemprego e da taxa de subemprego, bem como à “mudança na situação da oferta e da procura no mercado de trabalho”, o deputado ligado à Federação das Associações dos Operários (FAOM) julga ser necessário rever o plano, de forma a avaliar a sua eficácia e pensar no rumo do seu desenvolvimento futuro.
Por seu turno, a DSAL enfatizou que o plano de formação subsidiada “tem sido optimizado” desde o seu lançamento, uma vez que o currículo dos cursos continua a ser ajustado e actualizado em resposta às necessidades do desenvolvimento económico e social e da indústria.
“A fim de garantir a qualidade dos cursos e o uso eficaz dos recursos de formação, a DSAL recolhe, por meio de questionários, as opiniões dos formandos sobre cursos, e envia os resultados às entidades coorganizadoras para acompanhamento. O objectivo é a melhoria contínua dos cursos e de produzir melhor eficiência social”, frisou.
O organismo reiterou que vai prestar atenção ao desenvolvimento do mercado de trabalho e avaliar a implementação do plano, na esperança de ajudar os residentes com necessidades de emprego a elevar a sua competitividade no trabalho.
De 2020 até ao final do ano passado, o plano de formação subsidiada lançou cerca de 750 cursos, tendo atraindo a participação de 17 mil residentes. Os cursos disponibilizados actualmente estão principalmente relacionados ao sector de serviços, da indústria de convenção e exposições e da tecnologia da informação.











