Edição do dia

Terça-feira, 18 de Junho, 2024
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
nuvens dispersas
30.6 ° C
33.2 °
29.9 °
89 %
4.6kmh
40 %
Ter
31 °
Qua
31 °
Qui
30 °
Sex
30 °
Sáb
30 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioSociedadeGoverno vai lançar novo curso de língua portuguesa para o ensino não...

      Governo vai lançar novo curso de língua portuguesa para o ensino não superior no próximo ano lectivo  

       

      As autoridades anunciaram ontem o novo programa de formação da língua portuguesa. O curso de quatro anos será lançado no próximo ano lectivo e vai acolher até 180 alunos de ensino secundário complementar, oriundos das escolas não públicas e da língua pedagógica não portuguesa. A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude espera que os alunos com vontade de estudar em Portugal tenham uma melhor base linguística para se focarem na aprendizagem dos conhecimentos profissionais no futuro.

       

      A Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) vai lançar, no próximo ano lectivo, o programa de formação da língua portuguesa – um novo projecto escolar para promover a aprendizagem da língua de Camões em Macau.

      Segundo a apresentação do chefe do Departamento do Ensino Não Superior da DSEDJ, Luís Gomes, o novo programa terá uma duração de formação de quatro anos, sendo dedicado a alunos das escolas particulares do ensino não superior da RAEM, com língua pedagógica não portuguesa. Luís Gomes, citado pelo canal chinês da Rádio Macau, acrescentou que a formação é destinada aos estudantes do ensino secundário complementar e, inicialmente, prestar curso extracurricular a um total de 180 alunos no máximo.

      Nesse sentido, a DSEDJ vai disponibilizar quatro cursos da língua portuguesa, que serão divididos em quatro diferentes níveis da competência linguística, em vez da idade ou do ciclo escolar. O curso vai dar início no novo ano lectivo, terá 60 alunos por turma para os cursos de 1º e 2º níveis e 30 alunos por turma para os cursos de 3º a 4º ciclos, sendo que os locais de aulas e professores dos cursos serão organizados pelas autoridades.

      Luís Gomes referiu que os destinatários do curso são alunos que pretendem estudar em Portugal após a graduação ou frequentar cursos universitários relacionados à língua portuguesa no futuro, devendo, entretanto, ser seleccionados primeiro pelas próprias escolas, e posteriormente escolhidos pela DSEDJ.

      O programa terá “carácter contínuo e diversificado”, visando “formar em todos os aspectos talentos polivalentes da língua portuguesa”, segundo o responsável. Acrescentou ainda que espera que, através dos cursos sistemáticos, os alunos possam chegar ao nível linguístico competente para estudar em Portugal já na fase de ensino secundário e, quando estudarem em Portugal, podem concentrar-se em aprender conhecimentos profissionais.

      Luís Gomes salientou que serão admitidos novos alunos para o curso todos os anos, sendo gratuito, mas se os alunos realizarem e participarem nas actividades de estudo, terão de pagar parcialmente as despesas.

      Além disso, foi revelado que um total de 204 alunos locais estão a frequentar cursos de ensino superior em Portugal neste ano lectivo, e 17 alunos foram estudar para Portugal através do programa de cooperação entre a DSEDJ e a Universidade do Porto. O número de estudantes a prosseguir estudos em Portugal no próximo ano lectivo está ainda a ser contabilizado.

      Foi realizada ontem a primeira reunião plenária ordinária do Conselho de Educação deste ano, presidida pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Elsie Ao Ieong, tendo sido apresentada a proposta de ajustamento do “Quadro da organização curricular da educação regular do regime escolar local”.

      O chefe da Divisão de Desenvolvimento Curricular e Avaliação, Cheang Sek Kit, explicou à margem da reunião que o referido ajustamento está em resposta à direcção de desenvolvimento proposta pelo Governo sobre a “estratégia da indústria 1+4”, nomeadamente às apostas na indústria de alta e nova tecnologia.

      Neste caso, as autoridades vão proceder à revisão do currículo escolar do ensino não-superior para integrar, até 2025, educação em programação e em inteligência artificial. Cheang Sek Kit espera que a aprendizagem da matéria possa se juntar na disciplina da tecnologia da informação, exigindo que as escolas atribuam um quarto ou um terço das horas de aulas da tecnologia para o ensino de inteligência artificial ou conteúdo de programação.