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      Relatório dos Serviços de Turismo vê na pandemia de Covid-19 uma oportunidade  

      Um estudo da Deloitte assume que a RAEM só deverá voltar a ter números de visitantes anuais na ordem dos 36 milhões em 2025. O Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau, agora revisto, tem oito objectivos chave, 33 estratégias, 29 recomendações de planeamento e 91 planos de acção específicos no curto, médio e longo prazo.

       

      A pandemia proporciona à indústria do turismo local uma oportunidade para se “reestruturar e actualizar”, trazendo “valor agregado”. Essa é a grande conclusão da primeira revisão e estudo do Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau, anunciado pela Direcção dos Serviços de Turismo (DST) na sexta-feira.

      Para a DST, a pandemia de Covid-19 torna os serviços de turismo com maior valor agregado, focados em segmentos-alvo de alto valor, como jovens casais, trabalhadores de colarinho branco e famílias de classe média e alta.

      O relatório foi encomendado pela DST à consultora britânica Deloitte no final do ano passado com vista à implementação do Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau em várias áreas nos últimos cinco anos e os planos de projecto para os próximos dez anos.

      Desde 2015 que a DST tem vindo a pensar o Plano Geral do Desenvolvimento da Indústria do Turismo de Macau, documento que traça as bases e direcções do sector do turismo até 2030. Contudo, apenas em 2017 é que, formalmente, o plano foi anunciado publicamente revelando oito objectivos-chave, 33 estratégias, 29 recomendações de planeamento e 91 planos de acção específicos no curto, médio e longo prazo.

      O relatório da Deloitte assume que, em 2025, a RAEM deverá ter um total de visitantes anuais da ordem dos 36 a 41 milhões de pessoas. Outra conclusão prende-se com o volume de despesas não relacionadas com o jogo, que também deverá recuperar para os níveis anteriores à pandemia, ou seja, 64 mil milhões de patacas até 2025, com o número de quartos de hotel na cidade a crescer dos actuais 41.884 quartos para 53.800.

      Antes da pandemia eclodir, a RAEM relatou 40 milhões de visitantes em 2019, número que caiu a pique para 5,8 milhões em 2020, e que deverá manter-se baixo este ano também. Ao mesmo tempo, o documento listou uma série de pontos fracos da indústria do turismo local, que incluem infraestruturas inadequadas de instalações de apoio, falta de desenvolvimento de talentos de recursos humanos e fraco planeamento urbano. “Macau precisa de reforçar a sua integração e colaboração regional. Devido às diferenças nos sistemas jurídicos regionais, as autoridades do turismo de Guangdong, Hong Kong e Macau estão a formular o mecanismo regulador de acordo com as suas próprias leis, e as políticas de qualificação profissional e prática para o turismo na área da Grande Baía ainda requerem maior desenvolvimento”, nota o documento.

      A revisão propõe 91 planos de acção em fases de longo prazo que cobrem seis áreas: produtos e instalações turísticas, turismo de qualidade e colaboração, marketing de precisão, construção urbana, tecnologia inteligente, bem como cooperação regional e internacional.

      As acções em foco incluem programas de turismo marítimo, ecoturismo e produtos turísticos de alta qualidade; cursos de formação, base de educação na Grande Baía para promover o turismo de qualidade, optimizar a cooperação entre os sectores público e privado, contribuindo para o desenvolvimento do “turismo +”; reforçar a cooperação com o comércio electrónico e os meios de comunicação na internet, utilizando a análise de Big Data para promoção direccionada a grupos de visitantes de alto valor; explorar novos pontos de atracção turística, reforçar a ligação dos transportes marítimos, terrestres e aéreos; reforçar o uso de tecnologias inovadoras para melhorar a experiência dos visitantes e o ambiente de negócios; reforçar a cooperação turística aprofundada em Hengqin e na Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau e retomar o turismo e os contactos interpessoais com outras regiões.

      A revisão abrangeu, igualmente, quatro aspectos: a revisão e análise da situação do desenvolvimento da indústria do turismo de Macau; o balanço da situação da execução do plano entre 2016 e 2020; o aprofundamento dos cinco assuntos-chave (contribuição da indústria do turismo para a economia, cooperação turística regional, capacidade de acolhimento turístico, diversificação dos mercados de visitantes, turismo inteligente liderado pela tecnologia); e o aumento, diminuição e alterações dos planos de acção e dos indicadores-chave.

      De Fevereiro a Março de 2021, foram recolhidos 1.839 inquéritos válidos online aos residentes de Macau sobre a avaliação do desenvolvimento da indústria nos últimos anos. Ao mesmo tempo, mas de Janeiro a Abril de 2021, foram realizados inquéritos aos visitantes de Macau com mais de 18 anos, tendo sido recolhidos 1.218 inquéritos válidos.

       

      PONTO FINAL