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      Eleição de lusófonos para União Internacional de Arquitetos vem mudar paradigma, diz Rui Leão

      O arquitecto português em Macau Rui Leão considerou ontem que a nova direcção da União Internacional de Arquitectos, com três elementos lusófonos, representa “uma mudança grande de paradigma” na orientação de uma instituição “com uma origem eurocêntrica”. Apesar de admitir que esta é também uma vitória para a língua portuguesa, Rui Leão notou que a importância da eleição está nos “territórios que representa, ou seja, o sul global, Brasil, Angola e também a China, através de Macau”. “Há questões e problemáticas que são específicas do sul global e que têm a ver com a precariedade urbana e com a cidade informal, no fundo com o facto de haver muitos países que não têm capacidade de fazer a gestão do processo de urbanização de uma forma universal”, explicou, apontando que estes são temas que interessam às três regiões que falam português “trazer para o seio da UIA”. A selecção dos nomes lusófonos significa “uma mudança grande de paradigma” na orientação da instituição, “historicamente com uma origem eurocêntrica”, considerou.

      Rui Leão foi eleito no sábado secretário-geral da direção da UIA, presidida pela sueca Regina Gonthier, e composta por nove elementos, incluindo o arquiteto brasileiro Nivaldo Andrade, vice-presidente para a América, e o angolano Vity Nsalambi, vice-presidente para África. Proposto pela Associação de Arquitectos de Macau, Leão qualificou a eleição dos três elementos de extraordinária, dizendo que “não estava à espera de ter tido tanta componente do CIALP [Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa]”, do qual é presidente, a integrar a direção da UIA. “No fundo, é o trabalho do CIALP que é de alguma maneira reconhecido como uma estrutura que funciona e isso enche-me realmente de satisfação”, reagiu.

      Durante o congresso, vários países, incluindo Lituânia, Letónia e Estónia, “abandonaram a assembleia-geral e anunciaram que iam abandonar a união”, por não se tomar qualquer acção em relação à expulsão da Rússia da instituição, adiantou. Houve mais países que “manifestaram essa preocupação, mas a maioria do ponto de vista negocial, de se tomar uma posição não especificamente contra a ordem dos arquitetos russa, mas em relação à guerra e ao estado atual e, de facto, foi elaborada uma moção nesse sentido pela assembleia-geral”, indicou o arquiteto. “Basicamente, alegando os princípios da fundação da organização, que definem que a guerra é contrária e é o oposto em relação à atividade profissional do arquitecto que é a construção”, disse.

      Ponto Final
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      Redacção do Ponto Final Macau