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      Associação diz que o Novo Bairro de Macau em Hengqin pode não atrair residentes

      O Novo Bairro de Macau em Hengqin, que está previsto poder acolher habitantes até ao final do ano, pode não ser atractivo para os residentes de Macau. AAssociação de Estudos Sintético Social de Macau apontou que as instalações de transporte e as áreas comerciais na zona do bairro ainda não são suficientes, pelo que os cidadãos preferem ficar a viver em Macau. Neste caso, a associação prevê que a aquisição das casas deste projecto será destinada principalmente a investimento ou casas de férias.

      A Associação de Estudos Sintético Social de Macau acredita que o projecto Novo Bairro de Macau em Hengqin não vai atrair muitas aquisições, devido à sua localização geográfica e às instalações complementares na zona, apesar de ser habitação nova construída e com remodelações completas, e promoção feita das autoridades.

      O presidente da associação, Nelson Kot, admitiu ter “algumas preocupações” sobre a situação de vendas do Novo Bairro de Macau e considerou que muitos residentes terão uma atitude mais conservadora, ficando a observar o desenvolvimento do projecto e decidir depois uma eventual aquisição.

      “Para que um complexo residencial recém-construído se torne popular e próspero, muitos pré-requisitos são necessários, incluindo transporte conveniente, áreas comerciais suficientes, instalações culturais e recreativas para a vida dos moradores, só com estes é que se podem atrair pessoas para entrar ali. No entanto, o Novo Bairro de Macau não consegue coordenar plenamente com os aspectos relevantes”, disse.

      Além da carência das instalações complementares de transporte e áreas comerciais, o responsável notou que muitas disposições legais sobre a aquisição e revenda do Novo Bairro de Macau ainda não foram esclarecidas, o que também faz diminuir a vontade de compra dos imóveis deste projecto.

      O Novo Bairro de Macau na Ilha da Montanha, segundo as autoridades, é destinado exclusivamente aos residentes de Macau que possuem apenas uma fracção em Macau e não têm propriedades em Zhuhai. Nelson Kot, em entrevista ao Jornal do Cidadão, destacou que tal pode causar situações em que as pessoas compram uma casa do projecto e depois arrendam a residentes do interior da China, que trabalham na zona subjacente, para viver.

      Reconhecendo que as fracções do Novo Bairro de Macau foram bem concepcionadas e bem remodeladas, Nelson Kot salientou que o projecto aplica o sistema legal de Macau e pode usar a internet de Macau, juntamente com o facto de que o seu centro de saúde usa medicamentos de Macau, o que pode aumentar de certa medida a venda.

      “Se o projecto estivesse em Macau, seria certamente bem recebido. O preço médio de venda por metro quadrado será de cerca de 30 mil renminbis, o que não é atractivo para ser uma casa em Hengqin”, analisou. O também ex-candidato das eleições legislativas lembrou ainda que Hengqin tem uma população permanente inferior a 100 mil pessoas, pois existe um grande número de unidades vagas na Ilha da Montanha. “Acredita-se que os residentes de Macau que compram o Novo Bairro de Macau não o utilizarão para ocupação própria, mas sim como casas de férias ou para investimento”, frisou.

      Nelson Kot alertou ainda que o lançamento do Novo Bairro de Macau pode “implicar uma contradição” com a política habitacional geral de Macau. “A habitação económica na Zona A dos Novos Aterros poderá abrir no próximo ano. Mesmo que as fracções sejam mais pequenas do que do Novo Bairro de Macau, os residentes em Macau podem preferir ficar em Macau, e esperar pela alocação da habitação económica”, realçou.

      Por outro lado, um agente, que optou por não revelar o nome, adiantou ao Jornal Ou Mun que vai demorar mais tempo para vender a maior parte das casas do Novo Bairro de Macau, uma vez que os imóveis na Zona A vão ser mais atractivos para os residentes de Macau.

      “As transacções de imóveis no ano passado foram menos de três mil, e o Novo Bairro de Macau tem quatro mil fracções, o número é ainda maior do que o volume de compras acumulado ao longo de 2022. Vai ser lançada também a habitação de classe intermédia no futuro, os residentes terão mais opções e não vão escolher o Novo Bairro de Macau em Hengqin apenas por causa do seu preço mais baixo”, frisou.