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      InícioSociedadeReunião entre Coutinho e cônsul-geral português tentou sanar divergências

      Reunião entre Coutinho e cônsul-geral português tentou sanar divergências

      Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, recebeu na manhã de ontem José Pereira Coutinho, em representação da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Na agenda do encontro esteve, por exemplo, a organização da recepção do 10 de Junho e as renovações de documentos no Consulado. Após o encontro, as divergências entre as duas partes parecem continuar.

       

      Alexandre Leitão, cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, recebeu ontem de manhã uma delegação de representantes da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), liderada por José Pereira Coutinho. No entanto, segundo disse o deputado ao PONTO FINAL, o encontrou não sanou todas as divergências entre as duas partes. “As divergências persistem porque ele não tem a noção exacta da realidade de Macau”, afirmou Pereira Coutinho.

      Coutinho, recorde-se, tinha deixado muitas críticas ao cônsul por este ter deixado de fora das celebrações do 10 de Junho os responsáveis da ATFPM e várias figuras da comunidade portuguesa. Na altura, o presidente da associação considerou a situação “lamentável e totalmente inaceitável”.

      Sobre esse tema, Coutinho afirmou que, na reunião, Alexandre Leitão “admitiu que houve falhas e que no próximo ano vai, em primeiro lugar, ouvir a ATFPM”. “Só no próximo 10 de Junho é que vamos saber se aquilo ficou resolvido”, atirou. Porém, num comunicado enviado pelo Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong ao PONTO FINAL, lê-se que Alexandre Leitão aproveitou a ocasião para “relembrar que o Dr. José Pereira Coutinho, a Drª Rita Santos, o Dr. Armando de Jesus e o Eng. Gilberto Camacho foram convidados para aquele evento, por escrito, nas respectivas condições, protocolarmente precedentes, de deputado à Assembleia Legislativa e de conselheiros das Comunidades Portuguesas”.

      Outro tema abordado na reunião de ontem teve a ver com as dificuldades dos nacionais portugueses no agendamento de pedidos de renovação e emissão de documentos no Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong. “Fizemos-lhe também chegar o grande problema das marcações de renovações de documentos. A instabilidade da própria página do sistema de marcações que parece lotaria”, disse o presidente da ATFPM, acrescentando que, na reunião, o cônsul-geral não apresentou soluções para resolver a questão.

      No entanto, o Consulado explicou no comunicado que a perturbação das renovações de cartões de cidadão e de passaportes se deve à pandemia, que agora provocou uma procura duas vezes e meia superior ao habitual. O Consulado indicou também que, no primeiro semestre deste ano, “foram atendidos mais pedidos de cartões de cidadão e de passaportes do que no mesmo período de 2019 e que algumas vagas continuam a ser diariamente abertas, reiterando o empenho colectivo dos trabalhadores do Consulado em reduzir a lista de espera e a garantia de que nenhum caso notoriamente urgente ficou por tratar desde Março”.

      “O Cônsul-Geral assinalou, ainda, que está em curso a revisão de vários procedimentos, o que, a médio prazo, deverá permitir uma melhoria dos serviços prestados aos utentes, em todos os domínios, e exortou a ATFPM a apoiar os seus associados no uso das facilidades proporcionadas pelo Consulado Virtual e da Chave Móvel Digital”, pode ler-se na resposta enviada pelo Consulado a este jornal.

      As declarações de prova de vida exigidas aos aposentados e pensionistas residentes em Macau pela Caixa Geral de Aposentações também foi tema na reunião, tendo o Consulado indicado que autorizou o destacamento de um funcionário, entre os dias 14 e 18 de Agosto, para dar apoio nesse sentido. Coutinho afirmou que, no encontro, a ATFPM deu conhecimento do trabalho logístico diário e dos recursos humanos envolvidos no apoio nas declarações de prova de vida dos associados.

      Outro dos assuntos abordados na reunião foi a criação do Conselho Consultivo da Área Consular. O cônsul e os três conselheiros das comunidades portuguesas – Rita Santos, Armando de Jesus e Gilberto Camacho – terão lugar, por inerência, no organismo. Os restantes membros deverão ser anunciados em breve, mas Coutinho critica a criação deste novo organismo: “Desde o estabelecimento da RAEM até à presente data nunca houve um conselho consultivo porque os conselheiros das comunidades portuguesas estavam a dar conta do recado”.