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      Lam Lon Wai quer sanções mais pesadas para burlas na venda de bilhetes para concertos

      Tendo em conta o aumento do número de burlas na venda de bilhetes para espectáculos em Macau, o deputado Lam Lon Wai pediu, numa interpelação escrita, que o Governo melhore os mecanismos de prevenção através do aumento das sanções para os infractores, por exemplo. Só nos primeiros três meses do ano registaram-se 15 casos do género, mais 12 em comparação com o ano passado.

      O fim das restrições fronteiriças e a aposta nos elementos não-jogo em Macau está a fazer com que haja mais concertos e espectáculos em Macau e, consequentemente, mais burlas na venda de bilhetes. Por isso, o deputado Lam Lon Wai endereçou uma interpelação escrita ao Governo a pedir medidas de prevenção.

      “Recentemente, vários artistas famosos do país e do estrangeiro têm vindo a Macau para dar concertos, e os benefícios económicos que estes concertos trazem têm atraído muita atenção da comunidade”, começou por dizer o deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), ressalvando que “este facto deu origem a uma série de crimes de burla que devem ser levados a sério pela comunidade”.

      Recentemente, na apresentação dos dados da criminalidade do primeiro trimestre, as autoridades indicaram que “a realização de vários concertos em Macau tem sido causa do aumento das burlas de ‘fingir a venda de bilhetes para os concertos’, que visam a obtenção de remessas ou de transferências de dinheiro”. Nos primeiros três meses do ano registaram-se 15 casos, mais 12 em relação a 2022, envolvendo um total de 70 mil patacas.

      Por isso, a polícia, o sector bancário e polícias das regiões vizinhas têm levado a cabo medidas de alerta para a suspensão de transacções suspeitas e de suspensão urgente de transferência bancária. No primeiro trimestre, foram suspensos 168 pagamentos que envolveram mais de 54 milhões de patacas.

      Lam Lon Wai explicou que alguns residentes que compram os seus bilhetes a terceiros depois não conseguem encontrar os vendedores depois de já terem pago ou até verificam depois que os bilhetes que compraram são falsos. “É necessário que as autoridades melhorem a base jurídica original, de modo a dissuadir os elementos indisciplinados e a restaurar a confiança dos turistas afectados”, frisou o deputado eleito pela via indirecta.

      Assim, Lam Lon Wai comparou a situação de Macau à de Taiwan, que recentemente anunciou alterações à legislação de modo a impor sanções mais pesadas à venda de bilhetes, e perguntou se o Governo da RAEM vai tomar a medida de Taipé como referência para aumentar o efeito dissuasor.

      Por outro lado, o deputado perguntou qual a eficácia e o ‘modus operandi’ das autoridades policiais quando verificam casos do género. “No futuro, serão produzidos vídeos promocionais e panfletos sobre o ‘modus operandi’ para referência pública, a fim de reforçar o alerta do público?”, interrogou Lam Lon Wai.

      Além disso, o parlamentar lembrou que os bilhetes para concertos em Macau estão à venda em plataformas ‘online’ de Hong Kong e do interior da China e perguntou: “Como irão as autoridades reforçar a ligação com os serviços competentes na China continental e em Hong Kong para tomar medidas atempadas e eficazes para travar a tendência de especulação?”. Por fim, Lam Lon Wai perguntou se, “no futuro, será criado um mecanismo de comunicação e uma linha directa específicos para que os residentes e o Governo possam trabalhar em conjunto no combate às vendas ilegais”.