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      InícioSociedadeAcadémico português destaca importância económica das actividades criativas e culturais

      Académico português destaca importância económica das actividades criativas e culturais

      O professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) e director do mestrado em Comunicação e Gestão de Indústrias Criativas, Paulo Faustino, esteve recentemente em Macau para uma aula aberta na Universidade São José (USJ) subordinada ao tema “Economic and Symbolic Value of Creative and Cultural Industries”, anunciou o académico em nota de imprensa.

      A intervenção, realizada no passado dia 30 de Maio, foi aberta à comunidade e dirigida aos alunos do doutoramento da instituição de ensino superior de índole católica. No decurso da sua apresentação, Paulo Faustino abordou a importância económica das actividades criativas e culturais, para além do seu valor simbólico e estético.

      Nesse contexto, refere a mesma nota, o académico “destacou a importância de se criarem ecossistemas que potenciem o surgimento de empresas e o espírito empreendedor neste sector”. “Tradicionalmente os produtores, criadores e demais empreendedores do sector criativo e cultural, não têm dado a devida importância aos aspectos da gestão, marketing, comunicação e geração de receitas. Por esses motivos é necessário assumir que estas actividades, para além do seu valor simbólico e estético, também têm um valor económico e transacional que deve potenciado em muitas circunstâncias”, defendeu Paulo Faustino.

      Ao longo de três horas, o professor da FLUP teve ainda oportunidade de identificar algumas tendências da sociedade que remetem claramente para uma valorização crescente das actividades culturais e criativas. De acordo com Paulo Faustino “existem, pelo menos, quatro razões principais para colocar a indústria criativa e cultural na centralidade das políticas públicas: a cultura e criatividade fazem parte da nossa identidade e experiência colectiva; a cultura e criatividade podem aportar valor económico não apenas pelos produtos e serviços que geram, como também por poderem ajudar outras indústrias a criarem produtos e serviços mais sofisticados e elevados na cadeia de valor; a industria criativa a cultural contribui para criar emprego jovem e qualificado, um dos grande problemas societais; e, não menos importante, a actividade criativa e cultural contribui, inequivocamente, para a melhor da qualidade de vida, inclusão e bem estar mental”.

      Já na parte final da sua palestra, Paulo Faustino abordou temas relacionados com a inovação e desenvolvimento de modelos de negócios, apresentando estudos de caso. O académico português referiu que a China “está a desenvolver-se muito na área da Indústria Criativa, muito visível em dinâmicas que existem em Xangai, mas também em Shenzhen”, sendo que a criatividade “está também a contribuir para, progressivamente, se operarem transformações sociais e económicas na China”.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau