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      InícioSociedadeEstratégias de protecção ambiental em 2022 apresentadas em relatório anual da DSPA

      Estratégias de protecção ambiental em 2022 apresentadas em relatório anual da DSPA

      Uma substituição progressiva do parque automóvel de Macau por veículos eléctricos, com uma rede depostos de abastecimento espalhados por toda a cidade, e com novas restrições às emissões de gases com efeitos de estufa foram algumas das medidas adoptadas em 2022 pelo Governo para fazer face à principal fonte de poluição do território: os transportes terrestes. A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) garante no seu relatório lançado ontem no Dia Mundial do Ambiente, que continuará a implementar estas e outras estratégias para refrear a poluição atmosférica, conservar energia, e reduzir e reciclar o lixo produzido em Macau.

      Por ocasião do Dia Mundial do Ambiente, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) publicou ontem o seu relatório sobre o estado do ambiente de Macau. Devido ao efeito que a epidemia teve sobre as vidas das populações em 2022, no geral consumiu-se menos água e electricidade, fez-se menos lixo, e as concentrações médias anuais dos poluentes atmosféricos também diminuíram. No entanto, revela o relatório, por causa do aumento da produção local de electricidade, o valor estimado das emissões de gases com efeito de estufa subiu. A qualidade da água em toda a área marítima de Macau e o índice de avaliação da exposição não metálica, essas, diminuíram em relação a 2021.

      O relatório indica, sobretudo, que os transportes terrestres continuam a ser a principal fonte de poluição em Macau, e enumera as estratégias adoptadas para continuar a melhorar essa situação. O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo Arrais do Rosário, garante no mesmo relatório que Macau tem estado empenhado “na prossecução dos trabalhos no âmbito do controlo da poluição ambiental, da promoção do uso de veículos eléctricos, da conservação de energia e redução de emissões, bem como de redução da produção de resíduos a partir da fonte, e de educação ambiental”. Para o futuro, fica a promessa que a RAEM continuará a “dar o exemplo” e “conjugar sinergias”, para que conjuntamente se consiga “transformar Macau numa cidade de baixo carbono”, com “estilos de vida mais sustentáveis” e deste modo “preservar o planeta”, a “nossa habitação comum” e “salvaguardar o futuro”.

      Enumerando as várias políticas implementadas em 2022, Raymond Tam, director dos serviços ambientais, recordou que se tem vindo a promover de forma consistente o uso de veículos eléctricos, e que existe um “plano de concessão de apoio financeiro ao abate de motociclos obsoletos”, e uma isenção do pagamento do imposto sobre veículos motorizados, em que concretamente se ajuda as populações a adquirirem motociclos eléctricos novos.

      Quanto às instalações de carregamento de electricidade espalhadas por vários parques de estacionamento públicos da cidade, o Governo continua a tentar aumentar o número de postos. “Até ao final de 2022, já existiam dois mil lugares de carregamento para automóveis eléctricos ligeiros, e cerca de 500 lugares de carregamento para ciclomotores e motociclos eléctricos”, recorda o relatório. A ideia é que no futuro se generalize o uso de veículos eléctricos, reduzindo assim as emissões de carbono provenientes dos transportes terrestres e deste modo ir dando passos na concretização da “Dupla Meta de Carbono”, em que a China se compromete a atingir o seu pico de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

      Outras medidas para reduzir a poluição atmosférica postas em prática no território em 2022 foram mais relacionadas com restrições a parâmetros. O controle dos padrões de emissão de veículos novos de motociclos e ciclomotores, o estabelecimento de “valores-limite de emissão de gases de escape para veículos em circulação”, e a proibição da “importação e trânsito de tintas arquitectónicas que excedam o limite de compostos orgânicos voláteis” são algumas das novas estratégias do Governo para melhorar a qualidade do ar, destacou Raymond Tam.

      Macau também fez esforços para reduzir o uso de plásticos, nomeadamente através da publicação do despacho que “proíbe a importação, para a Região Administrativa Especial de Macau, de facas, garfos e colheres, não-biodegradáveis e descartáveis, de plástico”, uma medida que permitiu que os restaurantes e outros estabelecimentos começassem a substituir estes materiais por plásticos de origem vegetal. Ainda no campo da reciclagem e redução de uso de plástico, o director da DSPA recorda que existem agora no território cada vez mais espaços educativos para a comunidade – os Centros Ambientais “Alegria” em Mong-Ha, São Lourenço e outros bairros – e foi aumentado o número de “máquinas inteligentes de recolha, no sentido de promover a redução de produção de resíduos, e a reciclagem selectiva de resíduos”.

      Quanto à qualidade das águas costeiras e os resíduos sólidos nelas existentes, em 2022 foi aberto um concurso público para a criar e construir “instalações provisórias de tratamento de águas residuais junto à saída de drenagem da box culvert de águas pluviais da Avenida Marginal do Lam Mau”, e também se fez uma concepção preliminar das “instalações provisórias de tratamento de águas residuais a sul do Porto Interior”.