Macau renova vistos a representantes diplomáticos de Taiwan

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O ministro dos Assuntos Continentais do governo de Taipé, Chiu Tai-san, revelou que Macau concedeu uma extensão de visto aos três representantes de Taiwan na RAEM, após um impasse diplomático.

Os vistos dos responsáveis pelo Gabinete Económico e Cultural de Taipé em Macau terminavam até 30 de Outubro e as autoridades locais exigiam que os três diplomatas assinassem um documento a apoiar a política “Uma só China”.

Chiu Tai-san garantiu, na quinta-feira, aos jornalistas, que as autoridades de Macau “não pediram [aos representantes de Taiwan] para assinar” qualquer documento a reconhecer a soberania de Pequim.

Recorde-se que o Gabinete Económico e Cultural de Taipé na região vizinha de Hong Kong encerrou em Julho de 2021, após a partida do último responsável, precisamente devido às autoridades de Hong Kong não lhe terem renovado o visto. Em Maio de 2021, Hong Kong tinha já encerrado o Gabinete Económico, Comercial e Cultural em Taiwan, com Macau a fazer o mesmo um mês depois.

Segundo a imprensa de Taiwan, o ministério dos Assuntos Continentais tinha ponderado vender a Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen em Macau, receando que, após a partida dos responsáveis do Gabinete, o Governo confiscasse o edifício histórico – o único local da China onde é possível içar a bandeira de Taiwan, que foi a bandeira da China continental decretada em 1928, ainda no domínio do Kuomintang.

A Casa Memorial do Dr. Sun Yat-Sen pertence a uma empresa de Singapura, controlada pelo Ministério dos Assuntos Continentais de Taiwan, tendo vários dirigentes governamentais entre os directores e accionistas. Sun Yat-Sen (1866-1925), considerado o mentor da revolução republicana chinesa, que em 1911 pôs fim à última dinastia imperial, viveu parte da vida em Macau, então sob Administração Portuguesa.